O governo federal anunciou uma nova composição para o conselho da Itaipu Binacional, destacando nomes da Esplanada e a ausência estratégica de representantes da estatal ENBPar no colegiado.
O presidente Luis Inácio Lula da Silva oficializou, por meio do Diário Oficial da União nesta quinta-feira (14), mudanças significativas na estrutura de governança da Itaipu Binacional. A decisão reforça a presença ministerial na gestão da maior hidrelétrica do país, focando em um alinhamento mais direto com as pastas responsáveis pela condução econômica e estratégica do governo federal.
As nomeações contemplam os nomes de Dario Durigan, representante do Ministério da Fazenda, Miriam Belchior, da Casa Civil, e Bruno Moretti, do Ministério do Planejamento e Orçamento. Estes novos conselheiros assumem mandatos de dois anos, com encerramento previsto para maio de 2028, consolidando um grupo com perfil fortemente técnico e voltado às diretrizes orçamentárias e de desenvolvimento do país.
Mudança na governança e ausência da ENBPar
Um ponto que despertou atenção imediata no mercado de energia limpa e no setor elétrico foi a exclusão de nomes ligados à ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional). Como a estatal possui a responsabilidade institucional de gerir os ativos da União em Itaipu, a ausência de seus representantes no conselho administrativo representa uma mudança na dinâmica de representação que era observada anteriormente.
Apesar de a ENBPar manter o papel de administradora das participações societárias no braço brasileiro da usina, a atual configuração do colegiado privilegia a articulação direta entre ministérios centrais. O conselho brasileiro da binacional mantém, assim, sua estrutura de sete membros, equilibrando pastas de Estado com missões estratégicas para a infraestrutura nacional.
“A nova estrutura busca reforçar o alinhamento das políticas energéticas com as metas macroeconômicas do governo, garantindo que a gestão da usina esteja integrada às prioridades da administração central.”
Próximos passos para o setor elétrico
A manutenção dos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), além de Esther Dweck (Gestão e Inovação) e Iggor Gomes Rocha no colegiado, assegura uma continuidade das políticas em curso. A nova composição terá o desafio de balizar o futuro da sustentabilidade e da produção energética da usina em um cenário de transição global.
Com essa renovação, o governo sinaliza a importância de Itaipu não apenas como um ativo de geração de energia, mas como um elemento central na agenda de investimentos e segurança energética. O mercado aguarda agora os desdobramentos sobre como essa nova configuração influenciará as decisões de longo prazo para a energia renovável no Brasil e as relações diplomáticas com o Paraguai.





















