Apesar da melhora no SIN CMSE mantém térmicas sob vigilância

Apesar da melhora no SIN CMSE mantém térmicas sob vigilância
Apesar da melhora no SIN CMSE mantém térmicas sob vigilância - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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### CMSE Aponta Melhora nas Condições Hídricas do SIN, Mas Mantém Vigilância Sobre Abastecimento e Termelétricas

O cenário energético brasileiro respira com um alívio parcial. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) registrou uma melhora nas condições hidrológicas do Sistema Interligado Nacional (SIN) em abril, especialmente na região Sul. Contudo, a prudência impera, e o acompanhamento constante do suprimento de energia e da operação das usinas termelétricas seguirá como prioridade até meados de 2026, dada a persistência de incertezas climáticas e operacionais.

A reunião do CMSE, realizada em 13 de maio, destacou que os reservatórios do SIN alcançaram cerca de 71% de sua capacidade ao final de abril, um patamar similar ao do ano anterior. Esse avanço é atribuído, em grande parte, às chuvas que beneficiaram o Sul do país, recuperando parcialmente as afluências em bacias hidrográficas cruciais para a geração hidrelétrica.

No entanto, a cautela é justificada. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ressaltou que a possibilidade de acionar usinas termelétricas como fonte complementar de energia não está descartada. Essa contingência pode ser necessária até outubro de 2026, especialmente em períodos de demanda elevada ou condições climáticas desfavoráveis. Isso sinaliza que, apesar da melhora atual, o sistema elétrico nacional opera em estado de alerta, necessitando de monitoramento contínuo para garantir o equilíbrio entre a oferta e a demanda de energia.

#### Chuvas no Sul Contribuem para Reservatórios Mais Cheios

As precipitações de abril trouxeram um respiro para os reservatórios, com destaque para a região Sul. Bacias importantes como as dos rios Iguaçu, Paranapanema e Jacuí, além da área de influência de Itaipu, registraram volumes de chuva acima da média. Essa recuperação parcial aliviou a pressão sobre o sistema, embora a bacia do rio Uruguai tenha permanecido com índices abaixo do esperado.

Mesmo com essa melhora pontual, a Energia Natural Afluente (ENA) em todo o SIN ficou aquém da Média de Longo Termo (MLT) em abril. Os índices variaram, mas o consolidado nacional apontou para 82% da média histórica. A previsão meteorológica para as próximas semanas indica um cenário de chuvas limitadas na maior parte das bacias, com a exceção notável do Paranapanema.

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#### Níveis de Armazenamento Mantêm-se Confortáveis, Mas com Atenção Regional

Os níveis de armazenamento dos reservatórios do SIN, em geral, permanecem em patamares confortáveis. No Sudeste/Centro-Oeste, o índice chegou a 66%, no Nordeste a 96% e no Norte a 97%. A região Sul, contudo, apresenta um índice mais baixo, com 32% de sua capacidade, o que exige atenção especial do operador do sistema.

As projeções para maio indicam uma dispersão significativa nos cenários de afluência, especialmente no Sul, onde a variação da ENA pode ser expressiva. Mesmo no cenário mais conservador para o SIN, a ENA nacional poderia atingir o sexto menor resultado em 96 anos, o que reforça a necessidade de monitoramento rigoroso.

#### Garantia de Suprimento e Abastecimento de Combustíveis Sob Análise

O ONS confirmou que, apesar de não se prever o uso intensivo das usinas termelétricas, seu acionamento pode ser necessário para garantir o suprimento energético, especialmente no Sul. A segurança no fornecimento de combustíveis para essas usinas também foi tema de análise. Após consultas a agentes do setor, o CMSE concluiu que não há riscos imediatos, mas o monitoramento dos custos seguirá.

Na frente de expansão, o CMSE celebrou a entrada em operação de 40 MW de geração centralizada em abril e a adição de 3.209 MVA de capacidade de transformação no sistema de transmissão. Um marco importante foi a desativação da UTE Monte Cristo, em Roraima, como parte do plano de substituição do parque termelétrico da região, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

O monitoramento do mercado de energia também foi pauta, com destaque para os resultados do Mercado de Curto Prazo (MCP) em março de 2026. Um montante de R$ 531,66 milhões permaneceu inadimplido, um dado que segue sob observação em meio a discussões sobre garantias financeiras e judicialização no setor.

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