O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu sinal verde para o grupo J&F adquirir quatro usinas termelétricas em Roraima, consolidando sua robusta expansão no setor elétrico brasileiro.
A J&F, um dos maiores conglomerados do Brasil, deu mais um passo significativo em sua estratégia de crescimento no setor de energia. O Cade aprovou a compra de quatro usinas termelétricas em Roraima, anteriormente pertencentes à Oliveira Energia. A autorização foi formalmente publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira, 13 de maio.
As Usinas Termelétricas envolvidas na aquisição são a UTE Distrito (21,69 MW), Floresta (85,99 MW), Monte Cristo Sucuba (155,34 MW) e Monte Cristo (42,25 MW). Todas estão localizadas na capital Boa Vista, fortalecendo a presença de geração de energia do grupo na região Norte. A conclusão final da transação agora depende apenas do aval da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Expansão Estratégica no Norte
Esta recente aprovação do Cade insere-se em um plano de expansão energética mais amplo da J&F. O órgão regulador já havia concedido autorização para a Futura Ventures, que integra o conglomerado, adquirir a totalidade das ações da distribuidora Roraima Energia, detendo 99,99% da empresa. Essa transação, também publicada no DOU em 8 de maio, já havia recebido o aval da Aneel.
Embora o valor financeiro da negociação para as termelétricas não tenha sido divulgado, a origem da transação remonta a negociações anteriores para a aquisição da distribuidora Amazonas Energia, que também pertencia à Oliveira Energia, pela Futura Ventures. Esses movimentos indicam uma clara intenção da J&F de consolidar sua atuação na infraestrutura energética do Norte do país.
O Crescente Portfólio da Âmbar Energia
O grupo J&F, com vastas operações em múltiplos mercados, tem sua atuação no segmento de energia centralizada principalmente por meio da Âmbar Energia. Vale ressaltar que a JBS, outra controlada pela J&F, também possui ativos de geração, evidenciando a diversificação estratégica do grupo.
A Âmbar Energia tem se destacado por uma série de aquisições e expansões. Em dezembro de 2025, a subsidiária assinou um contrato para a compra da termelétrica Norte Fluminense, com 827 MW de potência, e do projeto da térmica Norte Fluminense 2, que adicionará impressionantes 1,8 GW ao seu portfólio, ambas da francesa EDF.
Com essas e outras aquisições, a empresa alcançou uma notável capacidade instalada de 7,1 GW. Essa robusta capacidade está distribuída em 56 unidades de geração por 12 estados brasileiros, abrangendo uma matriz energética diversificada, que inclui usinas hidrelétricas, solares, nucleares, a biomassa, a biogás, a gás natural, a óleo combustível e a carvão mineral.
A trajetória de crescimento não para por aí. Recentemente, a Âmbar Energia consolidou uma opção de compra sobre projetos da Evolution Power Partners (EPP), participantes do leilão de reserva de capacidade (LRCap) de 2026, representando um potencial adicional de 1,65 GW. Além disso, na última semana, o Cade já havia aprovado a aquisição de mais 1,1 GW em termelétricas da Bolognesi, sublinhando a ambição de liderança da J&F no setor elétrico.
“A Âmbar Energia está em uma trajetória de crescimento acelerado, consolidando sua posição como um dos grandes players do setor energético nacional, com um foco estratégico em geração e distribuição em diversas regiões do país.”
A aprovação para a compra das termelétricas em Roraima pela J&F, através da Âmbar Energia, reafirma o ímpeto de crescimento do grupo no dinâmico setor de energia brasileiro. Com a iminente finalização da transação, a J&F se posiciona para solidificar ainda mais sua influência na infraestrutura elétrica nacional. Essa expansão terá impactos significativos na segurança e na diversificação da oferta de energia, especialmente em regiões estratégicas como o Norte, contribuindo para o cenário de energia limpa e sustentável do país, apesar da natureza térmica das usinas recém-adquiridas, dada a vasta diversidade do portfólio da Âmbar Energia.





















