Instabilidade energética no Paraná causa perdas significativas no agronegócio, levando a debates no Senado.
A infraestrutura energética do Paraná tem sido um ponto crítico de preocupação, especialmente para o setor agropecuário, que depende de um fornecimento estável para suas operações. Recentes audiências na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal reuniram diversos atores relevantes, como representantes governamentais, a concessionária Copel, membros do setor produtivo e a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), para abordar as consequências diretas das frequentes quedas e oscilações no fornecimento de eletricidade.
A gravidade da situação foi exposta por produtores rurais, que apresentaram um quadro alarmante de perdas. A instabilidade na rede elétrica tem resultado em cenários devastadores, incluindo a morte de animais, o comprometimento de estoques de alimentos e danos irreparáveis a equipamentos indispensáveis para a continuidade das atividades agrícolas. Estes incidentes não são isolados, mas sim um padrão recorrente que afeta diversas regiões do estado, comprometendo a produtividade e a subsistência de muitos.
Setor rural expõe fragilidade e dependência energética
A forte dependência do campo por energia elétrica foi um dos pontos centrais levantados durante as discussões. Ágide Meneguette, representante da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, enfatizou que a energia é um insumo fundamental e insubstituível para a produção agropecuária. “No meio rural, a energia elétrica é um insumo essencial. Sem energia elétrica, não há produção agropecuária. Essa é a realidade que estamos vivendo em nosso estado”, declarou Meneguette. Ele detalhou como cadeias produtivas vitais, como a suinocultura, avicultura, produção de leite e piscicultura, sofrem impactos diretos e severos a cada interrupção no fornecimento, gerando um ciclo de prejuízos.
Abrangência do problema e ações regulatórias em pauta
O senador Sérgio Moro (PL-PR), presidente da comissão, ressaltou o aumento notável nas reclamações sobre o serviço nos últimos anos, alertando que o problema não se limita às zonas rurais, mas também afeta áreas urbanas, com longos períodos de restabelecimento da energia. Em resposta às preocupações, a Copel assegurou estar intensificando investimentos em sua infraestrutura e otimizando o atendimento para aprimorar a qualidade do fornecimento, com atenção especial às áreas rurais. Por sua vez, a ANEEL manifestou que acompanha de perto o cenário e avalia a possibilidade de reforçar a fiscalização sobre a qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras, monitorando de perto os indicadores de desempenho.
Durante a audiência, também foram debatidas propostas para aprimorar a regulação e os critérios de medição da qualidade do fornecimento elétrico. A expectativa é que novas diretrizes possam ser implementadas para minimizar as falhas e fortalecer a resiliência do sistema, especialmente em um estado com a expressiva vocação agropecuária do Paraná. A busca por soluções para garantir um fornecimento de energia mais confiável é crucial para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico da região.






















