Pesquisa revela adesão à biometria no INSS, mas aponta desafios
Pesquisa revela adesão à biometria no INSS, mas aponta desafios
Por Misto Brasil – DF
Uma pesquisa realizada em abril pela fintech Meutudo revelou que, apesar de 68% dos beneficiários do INSS considerarem fácil a utilização da biometria para acessar o aplicativo Meu INSS, uma parcela significativa ainda encontra barreiras. Especificamente, 14% dos entrevistados declararam não conseguir usar a tecnologia de forma independente.
Entre os mil participantes do estudo, 30% têm 65 anos ou mais, um grupo demográfico que, em geral, enfrenta maiores dificuldades com novas tecnologias.
Leia – difícil ter um INSS pra chamar de seu
Os dados da pesquisa indicam que 69% dos beneficiários já realizaram o cadastro da biometria facial ou digital para acessar os serviços do INSS. Deste grupo, 59% afirmam ser capazes de utilizar a tecnologia sem precisar de ajuda.
No entanto, dificuldades técnicas e operacionais ainda são relatadas. Cerca de 16% dos participantes mencionaram erros frequentes no sistema, e 13% disseram não utilizar a biometria por desconhecerem o procedimento.
O levantamento também aponta que 33% dos entrevistados têm dificuldade em compreender ou desconhecem termos técnicos como “margem consignável”, “RMC” e “averbação”.
Este cenário impacta diretamente a tomada de decisão, visto que 39% dos participantes confessaram ter assinado documentos do INSS sem ter plena compreensão do conteúdo.
Apesar das dúvidas, a maioria dos beneficiários prefere resolver seus questionamentos de forma autônoma. De acordo com a pesquisa, 61% buscam informações por conta própria, enquanto 24% optam por se dirigir às agências físicas.
Ainda assim, mais da metade dos entrevistados (58%) expressou se sentir segura em relação às atualizações tecnológicas implementadas pelo INSS.
Visão Geral
A pesquisa da fintech Meutudo sobre o acesso aos serviços do INSS via biometria revelou que, embora a maioria dos beneficiários tenha aderido à tecnologia (69% cadastraram biometria facial ou digital), persistem desafios. Uma parte considerável dos usuários, especialmente os mais velhos (30% com 65 anos ou mais), relata dificuldades em usar a biometria de forma independente (14%). Erros no sistema e falta de conhecimento sobre como usar a tecnologia também são barreiras para alguns. Além disso, termos técnicos relacionados a crédito e contratos (como margem consignável e averbação) ainda geram confusão em um terço dos entrevistados, levando quase 40% a assinar documentos sem total entendimento. A busca por informações é majoritariamente autônoma (61%), com uma parcela recorrendo a agências físicas (24%). Apesar dos obstáculos, a maioria se sente segura com as inovações tecnológicas do INSS (58%).
Créditos: Misto Brasil






















