O novo episódio do Capital Insights recebe Luiz Fernando Vianna, da Delta Energia, para discutir os rumos do setor elétrico e o avanço das fontes alternativas no Brasil.
Transição Energética e o Cenário Global
Luiz Fernando Vianna, vice-presidente do Grupo Delta Energia, analisa como o cenário global de alta do petróleo tem acelerado a busca por soluções eficientes e energias alternativas. Durante a entrevista, o executivo enfatiza que o Brasil já ocupa uma posição de destaque nesse movimento internacional. A matriz elétrica brasileira, sendo majoritariamente renovável, permite que o país avance com baixa participação de fontes poluentes, utilizando o gás natural estrategicamente como combustível para a transição energética.
Esse panorama coloca o mercado nacional à frente de diversas potências globais que buscam descarbonizar suas economias de forma sustentável.
“O Brasil está à frente de muitos países”
Leilão de Baterias e Segurança do Sistema
O executivo também comenta a importância do novo leilão de baterias, considerado essencial para garantir a estabilidade e a segurança do setor elétrico nacional. Essa tecnologia permite o armazenamento de energia em momentos de baixa demanda para ser utilizada quando o sistema mais necessita, uma prática já adotada em mercados como Estados Unidos e China. Segundo Vianna, o movimento deve ser liderado por empresas ligadas à geração distribuída e projetos de energia solar.
A implementação de baterias é um passo crucial para integrar fontes intermitentes, assegurando que o fornecimento de energia seja resiliente e eficiente em todo o país.
“O leilão de baterias é muito importante. Elas permitem armazenar energia quando há sobra e utilizar quando há necessidade”
Abertura do Mercado Livre de Energia
Outro tema central abordado é a expansão do mercado livre de energia. Embora a previsão de ampliação total esteja concentrada entre os anos de 2027 e 2028, Vianna avalia que a migração dos consumidores ocorrerá de forma gradual e planejada. A estimativa é que até 40% dos consumidores façam a transição nos próximos anos, buscando maior autonomia e redução de custos. Esse movimento de abertura exige que o setor elétrico se adapte a uma nova dinâmica de comercialização, onde a competitividade será o motor principal para a inovação e para o surgimento de novos modelos de negócios focados no consumidor.
“O consumidor não vira livre de um dia para o outro”
Consolidação e Futuro do Setor Elétrico
Vianna aponta que o setor deve passar por um processo de consolidação, resultando na redução do número de players ao longo do tempo. Com o amadurecimento do mercado livre de energia e a chegada de novas tecnologias, apenas as empresas com maior capacidade de gestão e eficiência operacional devem prosperar.
A integração entre políticas regulatórias modernas e o investimento em inovação tecnológica será o diferencial para que o país mantenha sua competitividade na transição energética mundial.























