Motiva cria comercializadora para reduzir custos energéticos

Motiva cria comercializadora para reduzir custos energéticos
Motiva cria comercializadora para reduzir custos energéticos - Foto: Reprodução / Arquivo
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A Motiva estabeleceu sua própria comercializadora de energia, uma jogada estratégica para reduzir custos operacionais e consolidar sua matriz 100% renovável.

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A Motiva, atualmente posicionada entre as 50 maiores consumidoras de eletricidade do Brasil e a segunda maior da Região Metropolitana de São Paulo, enfrenta altos custos energéticos, que são uma das suas principais despesas operacionais. Com a criação da comercializadora, a companhia centralizará a gestão energética de suas vastas concessões, que incluem rodovias, metrôs, trens, sistemas VLT e aeroportos. Esta consolidação estratégica não só otimiza o planejamento do equilíbrio entre oferta e demanda dos ativos, mas também fortalece significativamente a capacidade de negociação da Motiva. O objetivo principal é garantir compras competitivas de energia, especialmente no mercado livre. A nova estrutura é vital para a sustentabilidade financeira da operação e reforça o compromisso da empresa com a eficiência energética e a inovação no setor de infraestrutura de mobilidade.

Evolução da Gestão Estratégica de Energia

Esta nova comercializadora marca um avanço crucial na estratégia de gestão energética que a Motiva tem desenvolvido intensamente nos últimos dois anos. Em 2023, a empresa estabeleceu metas ambiciosas, comprometendo-se a abastecer todos os seus ativos com 100% de fontes renováveis e a atingir uma economia de 20% nos custos energéticos até 2026. Para garantir a aceleração desses objetivos corporativos, a Motiva agiu decisivamente, instituindo uma gerência executiva dedicada exclusivamente à energia em agosto de 2024. Este foco organizacional demonstra a seriedade com que a empresa trata a combinação de sustentabilidade ambiental com a otimização financeira.

De acordo com Pedro Sutter, vice-presidente de inovação, tecnologia, sustentabilidade e riscos da companhia, a Motiva alcançou progressos notáveis, alinhando com sucesso a sustentabilidade corporativa à significativa redução de custos operacionais. A empresa superou sua meta de utilização de energia limpa em 2024, antecipando o prazo em um ano completo. Mais impressionante, esta conquista foi acompanhada por uma garantia de redução de 17% nos custos de energia contratada por kWh. Estes resultados solidificam a posição da Motiva como líder em eficiência energética e demonstram que investimentos em matriz renovável podem gerar benefícios econômicos imediatos e de longo prazo.

Iniciativa de Descarbonização e Apoio a Fornecedores

A nova comercializadora de energia não apenas beneficiará a Motiva, mas também atuará como um catalisador para fortalecer os relacionamentos comerciais com seus fornecedores e parceiros. Ela oferecerá serviços típicos de comercialização de mercado livre, abrangendo a compra e venda de energia. Ao alavancar a grande escala de consumo energético e a alta qualidade de crédito da Motiva, a iniciativa tem o propósito de garantir aos seus parceiros melhores condições comerciais e preços competitivos para a celebração de contratos de energia renovável. Este movimento estratégico incentiva a descarbonização de toda a cadeia de valor.

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Os serviços especializados fornecidos pela comercializadora incluirão a minuciosa análise do balanço energético e assistência completa para a complexa migração ao mercado livre de energia. O pacote de apoio abrange também a gestão de risco de contratos e consultoria detalhada em eficiência energética, com o respaldo e apoio das equipes de engenharia da empresa. Essa estratégia está diretamente alinhada com o compromisso da Motiva de alcançar a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até o ano de 2035, conforme o plano “Ambição 2035”. Com 100% de fornecimento de energia renovável já alcançado, a empresa zerou as emissões do escopo 2 e projeta uma relação Opex/Receita Líquida de 28% até 2035.

Avanços na Estratégia de Energia e Autoprodução

A formalização da nova comercializadora constitui mais um marco fundamental dentro da robusta estratégia de energia da Motiva. Um dos pilares desse movimento foi a sociedade estabelecida com a Neoenergia em três parques do Complexo Eólico Oitis, localizados no Piauí. Esta colaboração marcou o primeiro investimento da empresa na modalidade de autoprodução por equiparação. O fornecimento desta energia limpa é direcionado às operações da Motiva Trilhos de São Paulo, abastecendo as linhas 4 (ViaQuatro), 5 e 17 (ViaMobilidade) do metrô, e as linhas 8 e 9 (ViaMobilidade) dos trens metropolitanos. Coletivamente, essas três usinas eólicas são responsáveis por 65% da demanda energética total da companhia, demonstrando um alto nível de autossuficiência.

Adicionalmente, a Motiva assegurou um contrato de longo prazo, com duração de 10 anos, junto à EDP para a aquisição de energia solar. Este acordo foi estruturado no modelo de geração distribuída compartilhada e atenderá o Sistema Anhanguera-Bandeirantes (SP), um dos eixos viários mais importantes do Brasil, administrado pela AutoBAn. O contrato prevê a entrega anual de 1.460 MWh, beneficiando 58 unidades consumidoras de baixa tensão no estado de São Paulo, como praças de pedágio e pontos de apoio aos usuários de rodovias. Tais iniciativas são complementadas pela operação de 18 usinas próprias de geração distribuída da Motiva em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, reforçando sua liderança em infraestrutura de mobilidade sustentável.

Visão Geral

Todas essas ações confirmam o forte compromisso da Motiva em atingir a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até 2035, conforme divulgado em sua “Ambição 2035”. Ao conseguir a meta de ter 100% dos ativos abastecidos exclusivamente por fontes renováveis ao final de 2024, a Companhia eliminou completamente suas emissões de escopo 2. Ademais, em 2023, a Motiva se tornou pioneira no setor de infraestrutura de mobilidade do Brasil ao ter suas metas de redução de emissões aprovadas pelo SBTi (Science Based Targets initiative). Este reconhecimento formaliza o compromisso de reduzir em 59% as emissões de CO2 nos escopos 1 e 2, e em 27% no escopo 3, até 2033, utilizando 2019 como ano-base de referência.

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