Eletrobras vende participação na Eletronuclear por R$ 535 milhões

Eletrobras vende participação na Eletronuclear por R$ 535 milhões
Eletrobras vende participação na Eletronuclear por R$ 535 milhões - Foto: Reprodução / Arquivo
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Desinvestimento na Eletronuclear: Eletrobras realiza venda estratégica para otimização de capital, focando na geração de valor e simplificação.

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Otimização de Portfólio e Venda Estratégica da Eletrobras

A Eletrobras comunicou ao mercado um movimento significativo em sua estratégia corporativa, formalizando a venda de sua participação integral na Eletronuclear. Esta transação, realizada por meio da J&F S.A., especificamente pela sua subsidiária Âmbar Energia, totaliza R$ 535 milhões. O comunicado ressalta que este desinvestimento se alinha ao firme compromisso da Eletrobras com a otimização de portfólio e uma alocação de capital mais eficiente. O foco primordial da companhia agora reside na geração de valor e na simplificação de sua complexa estrutura operacional, buscando maior agilidade no mercado de energia brasileiro. Esta negociação reforça uma tendência anterior de desinvestimento, marcando a descontinuidade da participação da antiga estatal no setor nuclear.

Detalhes Cruciais da Transação com a J&F (Âmbar Energia)

Os termos do contrato de compra e venda estabelecem que a Âmbar Energia não apenas adquire a participação majoritária, mas também assume responsabilidades financeiras significativas. A compradora se compromete a assumir as garantias outorgadas pela Eletrobras em favor da geradora nuclear. Um ponto crucial é a assunção, pela J&F, da responsabilidade integral pela quantia de R$ 2,4 bilhões referente a debêntures, conforme acertado no Termo de Conciliação firmado anteriormente com a União. A transação confere à Âmbar 68% do capital total e 35,3% do capital votante da Eletronuclear. Contudo, o controle societário permanece sob a esfera federal, visto que a ENBPar, braço da União, detém 64,7% do capital votante, mantendo a governança da usina.

Impacto Estratégico da Âmbar Energia na Geração Nuclear

A aquisição da participação na Eletronuclear representa um marco importante para a Âmbar Energia, sinalizando sua entrada no segmento de energia nuclear e fortalecendo sua posição estratégica dentro do sistema elétrico brasileiro. Este movimento diversifica ainda mais o portfólio da Âmbar, que já conta com cerca de 50 unidades em negociação ou operação, abrangendo fontes como solar, hidrelétrica, biodiesel, biomassa, biogás e gás natural. Marcelo Zanatta, presidente da Âmbar Energia, enfatizou que a energia nuclear oferece características essenciais para a transição energética, como estabilidade, previsibilidade e baixas emissões de carbono. A participação na Eletronuclear garante um fluxo estável de receitas, dada a localização das usinas próximas a grandes centros de consumo.

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Operações e Potencial da Eletronuclear

A Eletronuclear é responsável pela operação das usinas nucleares de Angra 1 (capacidade de 640 MW) e Angra 2 (1.350 MW), além de estar desenvolvendo a Angra 3 (1.405 MW). Somadas, essas três unidades têm o potencial de gerar até 3.400 MW, energia suficiente para suprir as necessidades de mais de 10 milhões de residências. Contratos de longo prazo garantem a receita futura: Angra 1 está contratada até 2044 e Angra 2 até 2040. Em termos financeiros recentes, a Eletronuclear apresentou um sólido desempenho em 2024, registrando receita líquida de R$ 4,7 bilhões e um lucro líquido de R$ 545 milhões. A entrada da Âmbar neste ativo estratégico consolida a relevância da geração nuclear para o suprimento de base do país.

Visão Geral

A venda da participação da Eletrobras na Eletronuclear para a Âmbar Energia (J&F) por R$ 535 milhões é um passo fundamental na reestruturação da Eletrobras, focando em eficiência de capital. A Âmbar adquire uma fatia relevante, assumindo obrigações financeiras significativas, enquanto a União mantém o controle majoritário via ENBPar. Este negócio marca a diversificação da Âmbar para a energia nuclear, valorizando a estabilidade e a baixa emissão de carbono deste segmento, essencial para o suprimento energético brasileiro e os objetivos de descarbonização. A transação, ainda sujeita a aprovações regulatórias, sublinha a contínua movimentação no setor elétrico.

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