Sindicom espera maior rigor do governo contra crime organizado no setor de combustíveis.
O setor de distribuição de combustíveis e lubrificantes manifesta a expectativa de que o próximo ciclo governamental intensifique o combate às ações do crime organizado. A entidade representa empresas que atuam em um segmento crucial para a economia, frequentemente alvo de atividades ilícitas.
A preocupação do Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) centra-se em práticas como a lavagem de dinheiro, utilizando postos de combustíveis como fachada, e a sonegação fiscal, que distorcem o mercado e prejudicam o consumidor.
Combate ao Crime Organizado em Foco
O presidente-executivo do Sindicom, Augusto Salomon, destacou que o ano de 2026 foi marcado por discussões importantes para o setor. A crise internacional de fornecimento de diesel e a subsequente alta nos preços foram um dos pontos centrais, mas as investigações que revelaram a participação do crime organizado ganharam grande relevância.
Essas ações criminosas não apenas afetam a segurança e a integridade das empresas legítimas, mas também geram prejuízos significativos para o erário público e para os consumidores, que podem ser expostos a produtos de origem duvidosa ou a preços inflados artificialmente.
Salomon declarou em comunicado oficial:
Esperamos que o próximo governo intensifique o combate a essas atividades, com maior integração entre os órgãos de fiscalização e segurança pública, para proteger os consumidores e assegurar condições justas de concorrência.
Perspectivas para o Futuro do Setor
Olhando para 2027, o setor de combustíveis antecipa decisões cruciais que moldarão seu futuro. Entre os temas de destaque estão a implementação da Lei do Combustível do Futuro, que visa modernizar a legislação do setor, e os desdobramentos do programa RenovaBio, que incentiva a produção de biocombustíveis.
A atuação do crime organizado representa um obstáculo a esses avanços, minando a confiança no mercado e dificultando a livre concorrência. O fortalecimento das ações de fiscalização e repressão é visto como fundamental para garantir um ambiente de negócios mais seguro e transparente.
A expectativa é que haja um esforço conjunto entre o governo e o setor privado para coibir as fraudes e atividades ilícitas, protegendo a cadeia produtiva e assegurando que os consumidores tenham acesso a produtos de qualidade e a preços justos.










