Consumidores de Santa Catarina podem enfrentar um reajuste médio de 11,77% nas tarifas de energia elétrica a partir de agosto de 2026, conforme proposta apresentada pela Aneel.
Os moradores e empresas de Santa Catarina devem se preparar para uma possível mudança no orçamento mensal a partir da segunda quinzena de agosto de 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou uma proposta de revisão tarifária que prevê um reajuste médio de 11,77% nas contas emitidas pela Celesc. Este processo faz parte da revisão periódica realizada pelo órgão regulador para equilibrar os custos operacionais da distribuidora.
Antes da definição final, o valor passará por um período de escrutínio público, permitindo que a sociedade participe do processo. Entre 28 de maio e 13 de julho, a população poderá enviar contribuições, e uma audiência presencial está agendada para o dia 18 de junho, em Florianópolis, para discutir os detalhes técnicos do ajuste.
Impacto por categorias de consumo
O impacto do reajuste não será uniforme para todos os usuários. O segmento de alta tensão — composto majoritariamente por indústrias e grandes empreendimentos que consomem grandes blocos de energia — deve ser o mais afetado, com uma majoração sugerida de 16,91%.
Para o grupo de baixa tensão, que engloba as residências e os pequenos comércios, o aumento médio calculado pela agência é de 9,32%. Especificamente para o consumidor residencial, a expectativa de variação na fatura é de 9,36%.
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A Aneel explicou que a composição desse índice de 11,77% é resultado de diversos fatores econômicos. Segundo a agência, o principal componente de pressão tarifária refere-se à inclusão de custos financeiros acumulados que deverão ser compensados ao longo dos próximos 12 meses, impactando o índice em 9,01%.
Além disso, o reajuste reflete o reequilíbrio da chamada Parcela A e Parcela B, que cobrem despesas que escapam do controle direto da Celesc, como os custos com a compra de energia, encargos setoriais e os investimentos necessários na malha de transmissão. Esses fatores contribuem com 3,59% no aumento. Por fim, a saída de custos financeiros de ciclos anteriores ajudou a aliviar levemente o cálculo final em 0,82 ponto percentual.
A Celesc desempenha um papel central na infraestrutura do estado, atendendo mais de 3,56 milhões de unidades consumidoras. A expectativa agora gira em torno do desfecho da consulta pública, que definirá o peso real que o consumidor sentirá no bolso a partir de 22 de agosto.





















