A Aneel removeu o projeto termelétrico Monte Fuji M1, do consórcio EBrasil/Celne, do Leilão de Reserva de Capacidade 2028, impactando um investimento de R$ 1,56 bilhão em Pernambuco.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) oficializou, nesta quinta-feira (22), a exclusão do consórcio formado pelas empresas EBrasil e Celne do próximo ciclo de contratação de potência para o Sistema Interligado Nacional. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, retira a usina termelétrica Monte Fuji M1 da lista de projetos habilitados para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), que visava suprimentos para o ano de 2028.
O projeto desabilitado previa a instalação de 298,99 MW de potência no estado de Pernambuco. A estrutura do consórcio era majoritariamente composta pela EBrasil, detentora de 99% da participação, enquanto a Centrais Elétricas do Nordeste (Celne) respondia pela parcela restante de 1%. O empreendimento era visto como um ativo estratégico para a segurança energética regional, com um aporte financeiro estimado em R$ 1,56 bilhão.
Impactos e o cenário atual do setor elétrico
Esta medida ocorre em um momento de intenso monitoramento sobre o cronograma de expansão da oferta de energia no país. A desabilitação integra um processo mais amplo de organização dos certames realizados pelo órgão regulador. É importante notar que, logo na véspera, a diretoria da Aneel havia finalizado a homologação dos resultados referentes às usinas termelétricas com entrega para 2026.
A agência reafirmou seu compromisso com a transparência do processo ao comunicar formalmente o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre todas as deliberações recentes.
A exclusão da usina Monte Fuji M1 abre espaço para novas discussões sobre a viabilidade de projetos térmicos dentro do planejamento setorial brasileiro. Com a movimentação, o mercado agora aguarda os próximos passos da Aneel para entender como essa lacuna de potência será suprida, mantendo o foco na estabilidade do fornecimento de eletricidade e no cumprimento das metas estabelecidas para o biênio de 2028.






















