Resiliência e transformação digital: o motor da nova infraestrutura energética
A transição energética global avança a passos largos, impulsionada por um cenário de constantes mudanças e desafios. Fatores como a geopolítica, a disponibilidade de suprimentos e as próprias tecnologias que viabilizam essa mudança moldam a velocidade com que o mundo se move em direção a um futuro mais sustentável.
No entanto, um novo relatório da Siemens aponta para um otimismo crescente: a resiliência energética e a transformação digital emergem como pilares fundamentais, acelerando o progresso rumo a um sistema mais limpo e confiável.
Investimentos e resiliência: um novo horizonte para a energia limpa
O estudo “Infrastructure Transition Monitor (ITM) 2025”, da Siemens, revela avanços significativos na transição energética. A pesquisa, que ouviu cerca de 1.400 executivos de alto escalão em 19 países, indica que objetivos como a independência energética, a expansão do armazenamento de energia e a eliminação gradual de combustíveis fósseis estão mais próximos da realidade.
Esses avanços são impulsionados por um aumento substancial nos investimentos em energia limpa, que agora superam em dobro os aportados em combustíveis fósseis. Em 2025, os investimentos em fontes renováveis devem atingir impressionantes US$ 2,2 trilhões, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), demonstrando um compromisso global com um futuro energético mais verde.
A busca por resiliência: prioridade máxima para a infraestrutura energética
A crescente instabilidade geopolítica e as crises climáticas têm levado as organizações a priorizar a resiliência energética. O relatório da Siemens estaca que garantir um fornecimento de energia estável e seguro subiu para o topo da lista de prioridades, superando a independência energética e a gestão de riscos climáticos.
Essa mudança de foco faz sentido: a energia limpa reduz a dependência de fontes voláteis de combustíveis fósseis, fortalecendo as redes contra choques externos e garantindo maior estabilidade.
Transformação digital: a espinha dorsal das redes inteligentes
A viabilização da transição energética depende intrinsecamente da capacidade das redes de se adaptarem a novas demandas e dinâmicas. A falta de visibilidade dos dados em tempo real tem sido um obstáculo, mas a transformação digital surge como a solução.
A pesquisa aponta que 74% dos executivos acreditam que redes inteligentes e softwares para redes elétricas são essenciais para a transição. Tecnologias como o Digital Twin permitem simulações virtuais, otimizando a operação e antecipando falhas, enquanto a inteligência artificial (IA) promete levar as redes a um novo patamar de autonomia e eficiência.
IA e Digital Twin: o futuro da infraestrutura energética é inteligente e autônomo
A inteligência artificial (IA) está preparada para revolucionar a infraestrutura energética. A maioria dos entrevistados do ITM 2025 acredita que a IA transformará as operações e aumentará a resiliência das redes.
Com o apoio de um Digital Twin robusto, a IA pode criar sistemas autônomos capazes de reconfigurar redes em tempo real, otimizando geração, armazenamento e transmissão de energia. Embora desafios de interoperabilidade e padronização de dados persistam, os benefícios da IA e dos sistemas autônomos já superam seus custos para 63% das organizações.
A resiliência e a transformação digital, com o apoio de tecnologias como o Digital Twin e a IA, são os pilares que sustentarão a transição energética global. O caminho pode apresentar obstáculos, mas o compromisso e os avanços já observados indicam um futuro promissor para a energia limpa e sustentável.
















