A Raízen avançou em sua estratégia de desinvestimento ao fechar a venda da Usina Caarapó, no Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro Vale do Ivinhema por R$ 760 milhões.
A gigante do setor sucroenergético confirmou nesta segunda-feira (20) a alienação de mais um ativo industrial. O negócio engloba a infraestrutura da planta, o estoque de cana-de-açúcar e as parcerias de fornecimento já estabelecidas. O montante será liquidado à vista após o fechamento da operação, dependendo agora do sinal verde do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da finalização das cláusulas contratuais usuais.
Esta unidade, que na safra 2025/2026 registrou um processamento na casa de 3,5 milhões de toneladas de cana, é vista pela companhia como um ponto de ajuste estratégico. Para a empresa, a medida é fundamental para simplificar suas operações produtivas e elevar a rentabilidade no segmento agroindustrial. Com a saída deste ativo, a Raízen ajusta seu parque industrial para 23 unidades, mantendo uma capacidade de moagem robusta de cerca de 69 milhões de toneladas por ciclo agrícola.
Foco em eficiência e novos desafios na B3
A movimentação de portfólio reflete a busca da empresa por uma operação mais enxuta em um momento em que também precisa lidar com desafios corporativos na bolsa de valores.
“A empresa segue comprometida com a otimização de sua estrutura operacional, priorizando ativos com maior capacidade de geração de valor e eficiência logística para os próximos anos.”
Paralelamente à venda, a Raízen recebeu um fôlego extra da B3. A bolsa brasileira prorrogou para 31 de março de 2027 o prazo para que a companhia regularize o valor de suas ações, atualmente cotadas abaixo do piso de R$ 1,00. Esse novo cronograma permite que a gestão apresente um plano detalhado para o reenquadramento aos requisitos de listagem, dando sequência ao processo de reestruturação iniciado pelo grupo em dezembro de 2025.
O movimento no setor de bioenergia demonstra que, mesmo em um cenário de busca por maior valorização na bolsa, as lideranças do segmento continuam ativas na reorganização de seus ativos para garantir competitividade frente aos desafios do mercado de renováveis.





















