A fachada do Sesi Lab, em Brasília, ganha contornos de ponto-cruz com a obra de Regina Silveira, inaugurando o prestigiado encontro de tecnologia, arte e consciência ecológica.
A icônica arquitetura de Oscar Niemeyer, que abriga o Sesi Lab, em Brasília, apresenta um novo aspecto visual a partir desta semana. Uma grandiosa intervenção de 530 m², assinada pela renomada artista plástica Regina Silveira, cobre as vidraças do museu com uma estampa que remete ao delicado ponto-cruz.
A instalação, batizada de Bordaduras, serve como o cartão de visitas para a vigésima quinta edição do Encontro Internacional de Arte e Tecnologia (#25.ART).
O festival, que ocupa tanto o Sesi Lab quanto o Museu Nacional da República entre 12 e 20 de setembro, traz como tema central a sigla “GA.IA”. A proposta é instigar o público a refletir sobre o papel da inteligência artificial na intersecção com a preservação ambiental e as estruturas da sociedade moderna, unindo tradição técnica e inovação digital.
Conexões entre tradição e o futuro
A programação é extensa e busca ir além da contemplação estética. Na próxima terça-feira (15), às 9 horas, a própria Regina Silveira, aos 87 anos, conduzirá a conferência de abertura.
No mesmo dia, o espaço interno do museu será tomado pela estreia da animação Dígito, exibida nos painéis de LED, além da exibição de diversas obras que foram escolhidas através de editais específicos.
O evento é um ponto de encontro para nomes influentes que discutem a sustentabilidade na era das máquinas. Entre os convidados estão Casé Angatu Tupinambá, que trará provocações sobre ancestralidade e natureza, e Hauke Dorsch, especialista em tecnologias sociais e ritmos africanos.
A diversidade de temas é complementada por Ive Rubini, que aborda a tecnodiversidade, e Tania Aedo, focada nos campos transversais entre ciência e artes.
Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do SESI, afirmou:
A obra traduz a fusão entre técnicas ancestrais e tecnologia contemporânea.
Impacto e visão de futuro
Para a curadoria e a gestão cultural do SESI, o objetivo central é demonstrar como a inovação não precisa estar desconectada do histórico humano. Segundo Claudia Ramalho, a intervenção na fachada é o símbolo máximo desse diálogo entre o passado e o futuro.
O evento, que conta com o suporte estratégico do Ministério da Cultura, reafirma o compromisso de Brasília com o debate sobre o uso ético e consciente da tecnologia.
O #25.ART projeta-se como um celeiro de ideias, onde a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta para se tornar um agente transformador a favor da sustentabilidade e da valorização das identidades culturais.















