O programa Energia Forte transforma a infraestrutura elétrica rural no Rio Grande do Sul, levando redes trifásicas a 187 municípios e impulsionando a produtividade do agronegócio gaúcho.
O desenvolvimento do setor agropecuário no Rio Grande do Sul passa por uma transformação fundamental em sua infraestrutura: a modernização das redes de distribuição de energia elétrica. Por meio do programa Energia Forte no Campo, o Estado tem viabilizado a migração de sistemas obsoletos para redes trifásicas, garantindo maior estabilidade e potência energética para as comunidades rurais. A iniciativa, consolidada pelo Decreto Estadual nº 55.535, atua como um pilar essencial para a sustentabilidade das atividades no campo.
O modelo operacional da iniciativa baseia-se em uma parceria estratégica entre o governo estadual, através da SEMA, e as Cooperativas de Eletrificação Rural. Enquanto o Estado aporta recursos financeiros — que podem cobrir até 35% do valor total das obras nas etapas mais recentes —, as cooperativas ficam responsáveis pela execução técnica, instalação de transformadores e montagem de redes, respeitando rigorosamente as normativas estabelecidas pela ANEEL.
Impacto estrutural e desenvolvimento produtivo
A transição para a rede trifásica não é apenas uma melhoria técnica, mas um catalisador de crescimento econômico. Com o acesso a uma eletricidade de maior qualidade, produtores rurais e agroindústrias conseguem operar maquinários mais robustos, automatizar processos e ampliar a capacidade de produção. Esse avanço reflete diretamente na qualidade de vida das famílias do interior e na competitividade do estado no cenário nacional.
A expansão dessas redes permite que o campo gaúcho alcance um novo patamar de eficiência, onde a energia confiável se torna o motor para a inovação tecnológica e o aumento da produtividade agrícola e industrial.
Números expressivos e alcance estadual
Até o momento, o programa já soma investimentos de R$ 215,16 milhões, dos quais R$ 45,82 milhões foram aporte direto do governo gaúcho. O balanço das cinco fases do Energia Forte contabiliza a entrega de 1.342,12 km de novas linhas trifásicas, 920 transformadores e mais de 13 mil postes instalados. O impacto abrange 187 municípios, consolidando uma rede de cooperação que envolve entidades de peso, como a FECOERGS, além de cooperativas fundamentais como CERILUZ, COPREL, CERTEL, CERMISSÕES e outras parceiras regionais.
Para o futuro, a expectativa é que a conclusão da quinta fase, que inclui a instalação de quatro subestações de alta tensão (69/138kV), reforce ainda mais a resiliência do sistema elétrico gaúcho. Com essa infraestrutura robusta, o Rio Grande do Sul se posiciona de forma estratégica para enfrentar os desafios de um agronegócio cada vez mais dependente de energia limpa e estável, garantindo que o progresso alcance, de fato, todas as regiões produtivas do estado.
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