O Ibovespa registrou queda de 0,58% nesta sexta-feira (17), fechando em 195.674 pontos, em movimento contrário ao dos mercados globais.
O Ibovespa registrou queda de 0,58% nesta sexta-feira (17), fechando em 195.674 pontos, em movimento contrário ao dos mercados globais.
Por Misto Brasil – DF
As bolsas nos Estados Unidos apresentaram forte alta nesta sexta-feira (17), impulsionadas pela declaração do Irã de que o Estreito de Ormuz está “completamente aberto”, após o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano.
O S&P 500 avançou 1,2%, terminando o dia em 7.126,06 pontos e superando pela primeira vez a marca de 7.100.
O Nasdaq Composite teve uma valorização de 1,52%, fechando em 24.468,48 pontos. Este é o seu 13º dia consecutivo de alta, marcando a sequência positiva mais longa desde 1992. Ambos os índices atingiram novos recordes tanto em suas máximas intradiárias quanto em seus fechamentos.
O Dow Jones Industrial Average registrou um salto de 868,71 pontos, ou 1,79%, encerrando em 49.447,43. O Russell 2000 também atingiu uma nova máxima, com uma alta superior a 2%.
Em contraste, o Ibovespa encerrou a sessão de sexta-feira (17) com uma desvalorização de 0,58%, atingindo 195.674 pontos. Este movimento ocorreu em sentido oposto ao dos pares globais, que se beneficiaram da reabertura do Estreito de Ormuz. Analistas ouvidos pelo Times Brasil atribuem essa queda à desvalorização do barril de petróleo, que impactou negativamente as ações de empresas petroleiras brasileiras.
Esta marca a terceira queda consecutiva do indicador, após um período de 11 pregões de alta ininterrupta e renovação de recordes históricos. Na semana, o Ibovespa acumulou perdas de 0,84%.
A Petrobras teve o maior impacto no recuo, encerrando o pregão com uma desvalorização de 5,59%, a R$ 46,27, após ter chegado a cair mais de 7% durante o dia. Max Bohm, estrategista-chefe da Nomos, explica que, como a empresa representa cerca de 13% do índice, sua queda arrastou todo o Ibovespa para o campo negativo.
Apesar da queda geral, Bohm observa que as small caps apresentaram um desempenho distinto do índice principal. Segundo ele, essas ações têm se destacado positivamente, com uma alta de cerca de 0,94% no dia e acumulam 1,6% de valorização na semana, impulsionadas principalmente pelo fechamento da curva de juros.
O dólar à vista encerrou a semana em queda, reflexo da diminuição das tensões no Oriente Médio, após a trégua temporária entre Israel e Líbano e a reabertura do Estreito de Ormuz.
O dólar à vista finalizou as negociações a R$ 4,9833, registrando uma baixa de 0,19%.
Durante o pregão, a moeda chegou a ser negociada a R$ 4,9508 (-0,84%), atingindo seu menor valor intradia em mais de dois anos.
O petróleo despencou quase 10% na sexta-feira (17), com o petróleo WTI negociado abaixo dos US$ 90 por barril. Essa queda ocorreu após novos sinais de progresso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã. A commodity registrou sua segunda semana consecutiva de desvalorização.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI com vencimento em maio fechou em queda de 9,41% (US$ 8,58), a US$ 82,59 o barril.
O Brent com vencimento em junho cedeu 9,06% (US$ 9,01), fechando a US$ 90,38 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Na semana, o WTI registrou uma queda de 14,5% e o Brent, de 5,06%.
Visão Geral
Nesta sexta-feira (17), o Ibovespa fechou em baixa de 0,58%, cotado a 195.674 pontos, movendo-se na direção oposta aos seus pares globais. As bolsas americanas, como o S&P 500, Nasdaq Composite e Dow Jones Industrial Average, apresentaram fortes altas, impulsionadas pela notícia da reabertura do Estreito de Ormuz e pelo cessar-fogo entre Israel e Líbano. Nos EUA, esses índices renovaram recordes. No Brasil, a queda do Ibovespa foi atribuída à desvalorização do petróleo, que impactou principalmente as ações da Petrobras. A Petrobras registrou baixa de 5,59%, influenciando negativamente o índice. Em contrapartida, as small caps apresentaram desempenho positivo, impulsionadas pelo fechamento da curva de juros. O dólar à vista encerrou a semana em queda, a R$ 4,9833, refletindo a menor tensão geopolítica. O petróleo WTI e o Brent também sofreram quedas expressivas, com o WTI fechando abaixo dos US$ 90 por barril.
Créditos: Misto Brasil





















