### Petrobras volta a importar diesel em junho para garantir abastecimento, mas mantém preços internos abaixo do mercado internacional.
A Petrobras anunciou que retomará a importação de diesel ao final de junho. Essa decisão marca uma mudança em relação aos meses de abril e maio, quando a estatal optou por suprir a demanda interna exclusivamente com sua própria produção, evitando compras externas. A medida visa, principalmente, a estabilidade dos preços para o consumidor final.
A iniciativa da Petrobras de suspender importações em abril e maio, e agora planejar uma única carga para o final de junho, demonstra um esforço em gerenciar o impacto das flutuações do mercado internacional. A companhia busca manter uma política de preços que proteja os consumidores brasileiros das oscilações de custo, mesmo que isso implique em uma defasagem em relação aos valores praticados globalmente.
### Estratégia de Preços e o Mercado Internacional
Embora a Petrobras tenha evitado as importações nos últimos dois meses, o cenário global de combustíveis continua volátil. O conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro, tem exercido pressão sobre as cotações do diesel. No entanto, a estratégia da estatal de não repassar imediatamente essas variações ao consumidor mantém os preços internos significativamente abaixo dos praticados no mercado internacional.
De acordo com análises da StoneX, o diesel comercializado pela Petrobras está aproximadamente R$ 1,64 mais barato que o importado, uma diferença de mais de 50%. A gasolina também apresenta uma defasagem considerável, custando R$ 0,82 a menos, o que equivale a 32,1% de diferença em relação ao mercado externo. Essa política de preços está em consonância com a estratégia atual da empresa.
### Novo Subsídio e Caminho para a Autossuficiência
Complementando essa política, um novo subsídio federal para o diesel entrou em vigor em 1º de junho. Anunciado em 31 de maio, o mecanismo resultou em uma redução de R$ 0,3515 no preço do combustível. Esta medida substituiu a anterior isenção de impostos federais (PIS e Cofins), que foram reintroduzidos na mesma data.
Olhando para o futuro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reiterou o compromisso da empresa em alcançar a autossuficiência na produção de diesel no Brasil. A meta é eliminar a dependência de importações. Para isso, a companhia planeja investimentos robustos, estimados em US$ 20 bilhões até 2030, focados na expansão e modernização de refinarias como a Abreu e Lima (Rnest) em Pernambuco e a Duque de Caxias (Reduc) no Rio de Janeiro. A expectativa é que, até 2030, a produção própria atenda a 80% da demanda nacional, com o objetivo de atingir 100% nos próximos cinco anos.



















