A Petrobras registrou um salto expressivo de 197,4% na potência térmica contratada no terceiro trimestre de 2026, impulsionada por leilões de reserva e alta na produção de combustíveis.
A Petrobras vive um momento de forte expansão operacional no setor elétrico e de combustíveis. No terceiro trimestre de 2026, a estatal consolidou um crescimento expressivo na disponibilidade de potência térmica, reflexo direto dos contratos firmados no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap). Esse movimento estratégico coloca a companhia em um novo patamar de fornecimento energético nacional.
Entre julho e setembro, o volume de potência contratada alcançou 2.210 MW, superando significativamente os 743 MW registrados no mesmo período do ano anterior. O impulso principal veio da ativação de cinco contratos em agosto e da antecipação de outras três unidades em setembro, com a expectativa de que novos acordos entrem em vigência nos próximos ciclos.
Recordes na extração de óleo e gás
Paralelamente ao avanço no setor térmico, a Petrobras alcançou marcas históricas na exploração e produção. A média de 3,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia no 3T26 representa uma alta de 11,7% na comparação anual. O desempenho é atribuído ao desempenho operacional de ativos de peso no pré-sal, como as plataformas P-78, P-79 e o FPSO Alexandre de Gusmão.
O crescimento da produção de petróleo foi acompanhado pela integração entre produção, logística e comercialização. Ampliamos a disponibilidade de navios, a capacidade dos terminais e a eficiência logística, tornando nossas operações mais ágeis e seguras.
Esta declaração, feita por Angélica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados, sintetiza a estratégia da estatal. O foco na redução de paradas para manutenção e o aumento da eficiência nas plataformas têm sido pilares para sustentar essa trajetória de crescimento, mesmo diante de desafios logísticos globais.
Consumo de combustíveis e mercado interno
No segmento de derivados, o mercado brasileiro demandou o maior volume desde 2021, atingindo 1,85 milhão de barris por dia. O diesel liderou esse movimento, com alta de 14,4% sobre o trimestre anterior, impulsionado pela sazonalidade da safra de verão e pela demanda industrial. Em contrapartida, a gasolina apresentou uma retração sutil de 0,7%, resultado direto da alteração no teor de etanol anidro na mistura, que passou para 32%.
O cenário para os próximos meses permanece atento à volatilidade dos preços internacionais, influenciada por tensões no Oriente Médio. No entanto, a Petrobras reforça que sua política de preços, desvinculada da paridade de importação direta, tem permitido maior estabilidade no abastecimento interno. Com a redução na dependência de gás importado da Bolívia — que caiu 37,5% em um ano — e a ausência de regaseificação de GNL, a empresa demonstra maior autossuficiência e resiliência logística.













