O ONS oficializou a posse de Hugo Dantas e Valter Cardeal, que assumem diretorias estratégicas com o desafio de gerir a complexidade da matriz energética nacional até 2030.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) iniciou esta semana uma nova etapa em sua estrutura de gestão. Em cerimônia realizada na sede da instituição, no Rio de Janeiro, foram empossados os novos diretores que conduzirão áreas vitais para a estabilidade do setor: Hugo Dantas, nomeado para a diretoria de Assuntos Corporativos, e Valter Cardeal, que assume a diretoria de Operação.
A chegada dos novos nomes ocorre em um período crítico de transição energética. Sob a liderança do diretor-geral Márcio Rea, o ONS busca fortalecer sua capacidade técnica para coordenar uma rede cada vez mais diversificada, que integra variadas fontes de geração e demanda soluções ágeis para os desafios impostos pela intermitência e pela escala do sistema elétrico brasileiro.
Foco no capital humano e na eficiência técnica
Ao abordar o cenário atual, Hugo Dantas traçou um paralelo entre o momento presente e os desafios históricos do setor, como a crise hídrica de 2001. Para o executivo, o êxito institucional depende diretamente do valor atribuído às equipes e da redução da burocracia excessiva.
“Instituições fortes não nascem de organogramas, nascem de pessoas comprometidas, reconhecidas e cuidadas. Acredito igualmente na segurança jurídica e na construção de soluções consensuais. A judicialização excessiva consome a energia das instituições, amplia custos, gera insegurança e adia decisões necessárias.”
Na mesma linha, Valter Cardeal enfatizou que a excelência na operação de um sistema de grande porte exige uma combinação rigorosa entre inovação e competência técnica.
“Vamos valorizar intensamente o conhecimento técnico, com capacitação contínua e o desenvolvimento profissional no ONS. A excelência operacional nasce da combinação entre experiência humana, engenharia de alta qualidade e tecnologia de ponta.”
Perspectivas para o quadriênio 2026-2030
A nomeação dos diretores, que contou com a indicação do Ministério de Minas e Energia (MME) e ratificação em assembleia, estabelece um compromisso de quatro anos. Com mandatos estendidos até 2030, a nova diretoria assume o compromisso de imprimir um modelo de gestão focado em consenso e eficiência.
O desafio central será garantir a segurança energética em um ambiente de constantes mudanças na política energética nacional. Com perfis técnicos e alinhados à modernização dos processos de controle, os novos diretores deverão focar na manutenção da robustez do sistema, mitigando riscos e promovendo o desenvolvimento sustentável da rede em um mercado cada vez mais desafiador.























