O Operador Nacional do Sistema Elétrico abriu consulta externa para definir as diretrizes do terceiro leilão de resposta da demanda, visando otimizar a segurança energética no país.
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) deu início a uma nova etapa de planejamento para a gestão da carga no Sistema Interligado Nacional. Até o dia 20 de maio, a entidade recebe sugestões de agentes do mercado e da sociedade civil sobre o edital que norteará a contratação de disponibilidade para redução de consumo.
O foco é viabilizar o 3º Mecanismo Competitivo de Resposta da Demanda, agendado para 15 de julho de 2026. A contratação prevê a redução de carga entre setembro e dezembro de 2026, com acionamentos estratégicos para garantir o equilíbrio do sistema durante os períodos de maior estresse elétrico.
Detalhes da operação e cronograma
A proposta técnica estabelece que os acionamentos ocorram em dias úteis, concentrados no horário de ponta, das 18h às 22h. A medida abrange todos os subsistemas nacionais: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Norte e Nordeste. O modelo busca repetir o sucesso da rodada anterior, realizada em 2025, que obteve a contratação de 229 MW com deságio expressivo.
Após o encerramento da consulta, o ONS e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) realizarão um workshop conjunto no dia 25 de maio. O evento servirá para consolidar a versão definitiva do edital e esclarecer dúvidas técnicas sobre o sandbox regulatório, processos de habilitação e apuração de receitas.
Importância estratégica para o SIN
Esta modalidade, consolidada como ferramenta estrutural desde 2022 por regulamentação da Aneel, permite que o sistema opte pelo pagamento de consumidores para que estes reduzam temporariamente seu consumo. A estratégia demonstra ser financeiramente superior ao acionamento de usinas termelétricas de custo elevado em momentos de pico.
Com as regras aprimoradas em 2024, a iniciativa fortalece o papel dos grandes consumidores como ativos ativos na estabilidade do fornecimento de energia, garantindo maior flexibilidade operacional frente às variações de demanda no SIN.























