Axia Energia refuta ideia de crise estrutural de liquidez e defende a estabilidade regulatória de preços no setor elétrico brasileiro.
A Axia Energia veio a público para afastar preocupações sobre uma crise de liquidez de longo prazo no mercado de comercialização de energia elétrica no Brasil. Em teleconferência de resultados, a companhia afirmou que, apesar de volatilidades observadas, os fundamentos do setor permanecem sólidos.
A empresa reconhece que gargalos pontuais podem ocorrer devido ao comportamento de alguns agentes, mas classifica essas dificuldades como transitórias. Essas questões, segundo a Axia, estão ligadas ao aumento do risco de contraparte em negociações bilaterais.
Descarte de intervenções regulatórias
A gestão da Axia Energia manifestou-se de forma conservadora quanto a possíveis ajustes regulatórios motivados por flutuações de curto prazo. A companhia defende que o atual arcabouço regulatório é robusto e capaz de absorver as oscilações do mercado sem a necessidade de alterações emergenciais.
Rodrigo Limp, vice-presidente da Axia Energia, destacou a ausência de embasamento técnico e jurídico para mudanças nos parâmetros de precificação de energia. A empresa considera o modelo atual resiliente e apto a lidar com os desafios conjuntururais.
Resultados e perspectiva de mercado
Apesar de reportar um Ebitda ajustado de R$ 8,6 bilhões, os resultados da Axia levaram a uma queda de 5% em suas ações na B3. Analistas atribuem o movimento a expectativas de mercado que projetavam lucros e dividendos superiores, impactados pela menor contribuição dos segmentos de transmissão e geração.
Mesmo com a volatilidade, o mercado financeiro mantém uma visão positiva. Relatórios indicam que o desvio nos resultados, embora presente, não é considerado um fator preocupante que justifique revisões estruturais, mantendo-se a recomendação de compra com foco no longo prazo.
Foco em gestão de risco e crédito
A postura da Axia Energia em classificar a conjuntura como “conjuntural” direciona o debate para a importância da gestão de risco e crédito. Para a empresa, o fortalecimento das garantias e da governança entre os agentes é mais crucial do que alterações profundas no sistema de precificação.
Essa abordagem reforça a confiança na maturidade do Mercado Livre de Energia, mesmo diante de um cenário mais restritivo nas negociações de longo prazo, imposto pela seletividade dos players e pelo custo de capital.























