O ONS estuda acionar a reserva de potência operativa no final de 2026 e em 2027, caso picos de consumo coincidam com cenários hídricos desafiadores no SIN.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia a possibilidade de acionar a Reserva de Potencia Operativa no final de novembro de 2026 e a partir de janeiro de 2027.
A medida preventiva foi debatida durante o encontro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, refletindo a cautela diante da oscilação entre a demanda por eletricidade e a disponibilidade dos recursos hídricos.
Essa margem estratégica de energia assegura a estabilidade da rede diante de contingências e picos repentinos de consumo.
Para blindar os reservatórios das hidrelétricas essenciais ao controle automático, o órgão regulador poderá intensificar o uso complementar de usinas termelétricas, garantindo o equilíbrio do suprimento energético nacional.
Cenário dos Reservatórios e Chuvas
O planejamento para o próximo semestre também aposta na gestão integrada dos volumes do rio São Francisco e da usina binacional de Itaipu.
Contudo, a efetividade dessas ações permanece atrelada ao comportamento das chuvas nas principais bacias hidrográficas que abastecem o Sistema Interligado Nacional.
O setor encerrou o ciclo seco com patamares satisfatórios, registrando 61% de armazenamento equivalente, índice superior ao do ano anterior.
O Sudeste e o Centro-Oeste fecharam setembro com 56% da capacidade, enquanto o Sul alcançou 84%.
O Nordeste e o Norte marcaram, respectivamente, 68% e 72%.
Desafios Climáticos e Próximos Passos
Apesar dos volumes favoráveis, o monitoramento climático segue em alerta máximo devido aos sinais de aquecimento nas águas do Pacífico Equatorial.
Especialistas acompanham a evolução de um possível fenômeno El Niño de forte intensidade para os próximos meses, o que exige flexibilidade na gestão das fontes renováveis e dos recursos hídricos.
O Comitê reforçou:
A segurança energética do país exige monitoramento constante e manobras preventivas para blindar o sistema contra oscilações climáticas severas.
Em paralelo, o setor elétrico avança na integração de novas regras para o rateio de cortes por restrição energética e no fortalecimento dos mecanismos de resposta da demanda, com diretrizes previstas para maturação até 2027.
O MME também manteve protocolos rígidos de segurança operativa para períodos críticos, como o segundo turno das eleições e os dias de aplicação do Enem em novembro.
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