Inovação energética no Nordeste busca solucionar a intermitência de fontes renováveis.
A Axia Energia está na vanguarda da energia limpa no Nordeste brasileiro, testando tecnologias promissoras para contornar um dos maiores desafios do setor: a intermitência de fontes como a solar e a eólica. Localizada estrategicamente no sertão, a empresa investe em soluções inovadoras para garantir a estabilidade do fornecimento de energia renovável, um passo crucial para o desenvolvimento sustentável do país.
O foco principal está na energia solar concentrada (heliotérmica) e em sistemas de gerenciamento inteligente de rede. Essas iniciativas visam não apenas aumentar a eficiência da captação e armazenamento de energia, mas também otimizar o uso da capacidade instalada, evitando perdas e desperdícios que têm penalizado o setor.
Inaugurada Usina Heliotérmica Piloto para Aumentar a Geração Solar
Na região de Petrolina (PE), a Axia Energia implementou uma usina piloto de energia heliotérmica, uma tecnologia inédita no Brasil. A instalação conta com 247 espelhos gigantes que direcionam a radiação solar para uma torre central de 40 metros. Nesta torre, coletores fotovoltaicos de alta performance, similares aos usados em aplicações espaciais, convertem a energia solar concentrada em eletricidade. Esta abordagem inovadora permite a geração de energia mesmo em momentos de menor irradiação direta.
O projeto, financiado em parte por recursos obrigatórios de pesquisa da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), tem o objetivo de criar um polo de inovação energética no vale do rio São Francisco. A tecnologia heliotérmica produz calor que pode ser armazenado e utilizado para gerar eletricidade durante a noite ou em períodos de pouca luz solar, adicionando uma camada de confiabilidade à geração solar.
Simulador de Rede para Grandes Consumidores Otimiza o Uso de Energia Renovável
Paralelamente, em Casa Nova (BA), a Axia Energia desenvolveu um sistema elétrico em miniatura. Esta instalação combina geração solar e eólica com sistemas de armazenamento em baterias, além de simuladores de grandes consumidores, como data centers e plantas de produção de hidrogênio verde. O objetivo é testar e aprimorar a integração desses grandes consumidores à rede elétrica, algo que tem sido um gargalo para o setor.
A capacidade de absorção de energia por parte de grandes indústrias é fundamental para dar vazão à produção das usinas renováveis, especialmente em horários de pico de geração. Os cortes involuntários, que em 2025 afetaram cerca de 20% da capacidade instalada de energia solar e eólica, gerando um prejuízo estimado de R$ 6,5 bilhões, evidenciam a necessidade urgente de soluções que evitem o desperdício e incentivem novos investimentos no setor de energia limpa.
Tecnologia Australiana e o Futuro da Energia no Brasil
A usina heliotérmica da Axia Energia utiliza tecnologia da startup australiana RayGen, que dispensa o uso de sal fundido para o armazenamento térmico, prometendo redução de custos. Este é o segundo projeto de demonstração dessa tecnologia no mundo. A iniciativa da Axia no Nordeste representa um avanço significativo para a diversificação da matriz energética brasileira e para a consolidação do país como líder em energias renováveis, mitigando a intermitência e abrindo caminho para novas fontes de demanda e armazenamento.























