A Michelin inaugura uma nova usina solar em sua unidade na Bahia, reforçando o uso de energia limpa em suas operações voltadas à biodiversidade e pesquisa científica.
A multinacional francesa Michelin, reconhecida mundialmente pela fabricação de pneus, deu um passo significativo em direção à sustentabilidade ao inaugurar uma nova usina solar em suas instalações na Bahia. Com uma estrutura que ocupa 620 metros quadrados, o projeto foi desenhado para suprir a demanda energética de pontos estratégicos da companhia, incluindo o Centro de Estudo da Biodiversidade e o Centro de Pesquisa em Heveicultura.
A nova unidade tem capacidade para gerar aproximadamente 102 mil kWh por ano, energia que também abastecerá o Espaço Ouro Verde, destinado ao recebimento de visitantes. Essa iniciativa reafirma o compromisso da empresa com a transição energética e o fortalecimento de práticas operacionais alinhadas ao menor impacto ambiental.
Integração entre preservação e tecnologia
Para a liderança da companhia, a instalação vai muito além de uma simples economia operacional, tratando-se de uma estratégia central para o negócio. Segundo Glauce Ferman, diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Michelin América do Sul:
O projeto materializa o compromisso da Michelin com a sustentabilidade, reforçando a integração entre desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e impacto positivo. Ao utilizar uma fonte de energia limpa e renovável, o Espaço Ouro Verde reduz sua pegada de carbono e contribui diretamente para a preservação da Mata Atlântica e para os objetivos globais de transição energética.
Na visão de Saulo Cardoso, coordenador de Segurança, Saúde e Meio Ambiente da unidade de Borracha Natural, a usina solar é um exemplo de ação prática em prol da descarbonização. Ele afirma:
Com a usina de energia na Bahia, a Michelin reforça que sua agenda sustentável está baseada em ações concretas, com foco simultâneo em descarbonização, eficiência operacional e geração de valor de longo prazo.
Compromisso global com a energia verde
A operação na Bahia soma-se a um portfólio de iniciativas sustentáveis já consolidadas pela empresa. A Reserva Ecológica Michelin já utiliza sistemas fotovoltaicos com armazenamento em baterias para a Casa do Pacangê, estrutura que funciona de forma independente da rede pública, atendendo pesquisadores e biólogos em campo.
No setor industrial, a empresa mantém um histórico consistente de sustentabilidade: desde 2021, todas as suas fábricas operam com eletricidade 100% renovável, certificada pelo selo i-REC. Essas medidas são fundamentais para alcançar metas ambiciosas: a companhia planeja reduzir suas emissões totais em 50% até 2030 e atingir a neutralidade de carbono em toda a sua cadeia produtiva até 2050.
Notícias Relacionadas
-
» Organon amplia geração de energia solar e reduz impacto ambiental em Campinas
-
» CIBiogás consolida 15 anos de atuação com inteligência técnica para transformar resíduos em energia renovável
-
» Simplifica Energia leva soluções de economia na conta de luz à ExpoBento 2026 e destaca crescimento da geração distribuída no Brasil






















