Enquanto o mercado financeiro se contrai, o setor de energia mantém seu impulso
A pressão foi concentrada nos bancos e em outras ações de peso. Na direção oposta, Petrobras e companhias do setor de petróleo avançaram
Por Misto Brasil – DF
Nesta quarta-feira (29), o Ibovespa registrou uma queda expressiva, seguindo o desempenho negativo das bolsas de Nova York. Esse movimento foi influenciado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, de não alterar as taxas de juros nos Estados Unidos.
O principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia com uma desvalorização de 1,52%, atingindo 173.885,34 pontos no seu menor valor. Durante o pregão, o índice chegou a apresentar um valor máximo de 176.563,85 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 22,8 bilhões.
As perdas se concentraram em ações de bancos e outros papéis de grande peso no índice. Por outro lado, a Petrobras e outras empresas do setor de petróleo tiveram uma valorização, impulsionadas pela alta do preço do petróleo. Esse avanço ajudou a mitigar uma queda ainda maior do mercado.
Em entrevista ao Times Brasil, Artur Horta, head de análise da GTF Capital, comentou que a deterioração do mercado ganhou força após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de ataques mais severos contra o Irã.
As bolsas de Nova York apresentaram fortes quedas devido a uma combinação de fatores. O principal motivo foi a percepção do mercado de títulos de que o Federal Reserve pode estar atrasado no controle da inflação, uma vez que decidiu manter as taxas de juros inalteradas.
O índice Dow Jones Industrial Average fechou com uma queda de 1.153,18 pontos, ou 2,19%, terminando o dia em 51.594,14 pontos. Esta foi a pior sessão do índice desde abril de 2025.
O S&P 500 recuou 1,52%, fechando em 7.316,15 pontos. Já o Nasdaq Composite teve uma queda de 1,74%, terminando o dia aos 24.442,94 pontos, o que representa mais de 10% abaixo de sua máxima histórica.
O dólar à vista encerrou o dia em queda nesta quarta-feira (29). A moeda americana acompanhou o movimento de enfraquecimento global após o Federal Reserve (Fed) manter as taxas de juros e não fornecer indicações claras sobre os próximos passos da política monetária.
A moeda americana desvalorizou 0,27%, sendo negociada a R$ 5,1084. Durante o pregão, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,0891 e a máxima de R$ 5,1417.
Às 17h06, o contrato de dólar futuro com vencimento em agosto apresentava uma queda de 0,32%, cotado a R$ 5,1150.
Visão Geral
Nesta quarta-feira (29), o mercado financeiro brasileiro foi marcado por uma forte queda no Ibovespa, acompanhada por perdas em Nova York. O cenário foi influenciado pelas crescentes tensões no Oriente Médio e pela decisão do Federal Reserve (Fed) de manter as taxas de juros nos Estados Unidos.
O principal índice da bolsa brasileira fechou em baixa de 1,52%, a 173.885,34 pontos, com um volume financeiro de R$ 22,8 bilhões. A pressão sobre o mercado se concentrou em ações de bancos e outros papéis de grande valor. Em contrapartida, Petrobras e outras empresas do setor de petróleo registraram alta devido à valorização da commodity, o que ajudou a conter uma queda mais acentuada.
O analista Artur Horta destacou que a situação do mercado piorou após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre possíveis ataques mais duros ao Irã. As bolsas de Nova York também despencaram, impulsionadas pela decisão do Fed de não alterar os juros, o que gerou preocupações sobre o combate à inflação.
O dólar à vista, por sua vez, fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,1084. A desvalorização da moeda americana seguiu o movimento global, após o Fed manter os juros sem indicar os próximos passos da política monetária.





















