A Aneel oficializou a nomeação de Ludimila Lima para compor sua diretoria colegiada, ocupando a vacância deixada por Fernando Mosna em uma transição estratégica para o setor elétrico.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conta com um novo reforço em sua cúpula decisória. Nesta sexta-feira (14.ago.2026), foi publicada no Diário Oficial da União a nomeação de Ludimila Lima, atual superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia da instituição, para integrar a diretoria colegiada da entidade reguladora.
A movimentação, formalizada pelo diretor-geral Sandoval Feitosa, estabelece que a executiva atue como diretora substituta. O mandato temporário tem validade até 8 de janeiro de 2027 ou até que o governo federal defina um novo titular para o cargo, preenchendo a lacuna deixada por Fernando Mosna, cujo ciclo na agência encerrou-se na última quinta-feira (13.ago).
Trajetória e experiência no setor de energia
Com uma carreira sólida que atravessa quase duas décadas, Ludimila Lima ingressou na Aneel em 2007. Ao longo de sua trajetória, acumulou profunda experiência em regulação e fiscalização, tendo exercido cargos de liderança como superintendente adjunta em áreas cruciais, como a de Concessões e Autorizações de Geração. Desde 2023, ela comanda a pasta de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica.
Vale destacar que esta não é a primeira vez que a gestora assume tais responsabilidades em nível executivo. Entre janeiro e julho de 2025, Ludimila Lima já havia ocupado o posto de diretora substituta, o que garante uma transição fluida para o corpo diretivo, que agora conta novamente com a sua participação ao lado de Sandoval Feitosa, Gentil Nogueira, Willamy Frota e Agnes Costa.
Processos de nomeação e governança
É importante ressaltar que o cargo de diretor na Aneel, agência fundamental para a estabilidade da infraestrutura e do mercado de energia no Brasil, exige um rigoroso rito de escolha. Embora a nomeação de substitutos siga trâmites internos imediatos, a designação definitiva para mandatos regulares de quatro anos depende de indicação da Presidência da República, seguida por uma sabatina técnica no Senado e a devida aprovação parlamentar.
A chegada de Ludimila Lima reforça o quadro técnico da agência em um momento de desafios contínuos para a política energética nacional. A continuidade administrativa é vista pelo mercado como um fator positivo para manter a segurança jurídica nas concessões e autorizações de serviços públicos de eletricidade, assegurando que os processos regulatórios sigam sem interrupções significativas.























