A Celesc registrou um desempenho financeiro robusto no segundo trimestre de 2026, com o lucro líquido quase dobrando em relação ao ano anterior, impulsionado pela eficiência operacional e pela manutenção de indicadores de qualidade superiores às exigências da Aneel.
A Celesc apresentou um salto expressivo em seu resultado financeiro no segundo trimestre de 2026, atingindo um lucro líquido consolidado de R$ 296,1 milhões. O montante representa uma valorização de 99,4% quando comparado ao mesmo intervalo de 2025, evidenciando uma gestão que combina ampliação de receitas com um rigoroso controle de qualidade na prestação de serviço de energia.
Além do lucro, o EBITDA consolidado da companhia cresceu 23,3%, totalizando R$ 546,4 milhões, enquanto a receita operacional líquida atingiu a marca de R$ 3 bilhões. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a empresa já soma um lucro de R$ 546,8 milhões, consolidando uma trajetória de crescimento consistente frente ao ano anterior.
Foco na Distribuição e Mercado Livre
A espinha dorsal deste resultado foi a Celesc Distribuição, que dobrou seu lucro trimestral, alcançando R$ 270,2 milhões. O desempenho da subsidiária reflete uma mudança no perfil do consumo: o mercado livre de energia já representa quase metade (49,9%) da energia faturada pela distribuidora no período, confirmando a tendência de migração de consumidores corporativos e industriais para o ACL (Ambiente de Contratação Livre).
A empresa observou que, embora o mercado cativo tenha apresentado oscilações decorrentes de fatores climáticos e do ciclo econômico, o fortalecimento no ACL compensou a demanda. Esse movimento de abertura exige que a infraestrutura seja cada vez mais eficiente, o que justifica o plano agressivo de aportes financeiros da companhia.
Investimentos em Infraestrutura e Qualidade
No primeiro semestre de 2026, a Celesc investiu R$ 742,2 milhões em seus ativos, um aumento de 12% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A prioridade absoluta foi a rede de distribuição, que recebeu R$ 739,4 milhões, reforçando a modernização necessária para suportar a nova dinâmica do setor elétrico brasileiro.
O sucesso desses investimentos é refletido diretamente nos indicadores regulatórios de continuidade:
O DEC ficou em 4,12 horas, menos da metade do limite regulatório de 8,68 horas estabelecido para 2026. Já o FEC registrou 2,65 interrupções, ante o teto de 6,55.
Projeções e Cenário Futuro
Mesmo com o lucro ascendente, a companhia mantém cautela ao monitorar as perdas de energia, que registraram uma leve elevação de 0,12 ponto percentual, situando-se em 6,71%. Contudo, os números semestrais — com uma receita de R$ 6,5 bilhões e um EBITDA ajustado de R$ 1,16 bilhão — posicionam a Celesc em um patamar de solidez.
Os próximos passos da distribuidora indicam a continuidade do foco em modernização tecnológica e resiliência das redes. Ao operar com margens operacionais amplas frente aos limites da Aneel, a empresa demonstra que a estratégia de ampliar os investimentos na rede elétrica é o principal caminho para garantir a sustentabilidade de seu modelo de negócio perante a transformação do setor de energia.






















