A ANP oficializou a nomeação de Julio Nishida como diretor substituto. O especialista assume o posto após o fim do mandato de Daniel Maia, reforçando a gestão técnica da agência.
A estrutura de comando da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) passará por uma mudança estratégica a partir da próxima terça-feira (13.out.2026).
Julio Nishida, atual superintendente de Fiscalização do Abastecimento, foi nomeado diretor substituto, ocupando a lacuna aberta pela saída de Daniel Maia, cujo mandato se encerra neste sábado (10.out).
A decisão, formalizada por meio de publicação no DOU (Diário Oficial da União) e assinada pelo diretor-geral Artur Watt, estabelece que o novo integrante da diretoria colegiada permanecerá na função por um período de 180 dias.
O prazo visa garantir a continuidade dos trabalhos regulatórios enquanto um novo titular não é nomeado definitivamente pelo Poder Executivo.
Perfil técnico na regulação do setor
Com uma trajetória sólida dentro da autarquia desde 2013, Nishida é um nome conhecido pela sua atuação técnica.
Formado em engenharia mecatrônica pela USP (Universidade de São Paulo) e com especialização pela PUC-Rio, o novo diretor transita com desenvoltura pelas complexas dinâmicas do mercado de combustíveis, óleo e gás.
A escolha de servidores de carreira para o corpo diretivo da ANP reforça o compromisso da agência com a continuidade de políticas técnicas, fundamentais para a estabilidade do setor de biocombustíveis e derivados no Brasil.
Transição e governança na ANP
A ocupação temporária da vaga por Nishida segue rigorosamente o rito legal estabelecido para agências reguladoras brasileiras.
A normativa permite a seleção de três servidores de alto escalão — ocupantes de cargos como superintendentes ou gerentes-gerais — para atuarem como substitutos em momentos de vacância.
Nishida chega à diretoria em um momento de fluxo no quadro administrativo.
Além da substituição imediata de Daniel Maia, a agência se prepara para a saída de Fernando Moura, prevista para o próximo dia 9 de novembro.
Ele se soma a Artur Watt, Pietro Mendes e Symone Araújo no colegiado.
A expectativa do setor é que essa transição ocorra de forma fluida, mantendo o foco na segurança jurídica e na regulação eficiente dos combustíveis.
O processo de escolha definitiva de um novo diretor titular, vale lembrar, exige indicação da Presidência da República seguida de sabatina e aprovação pelo Senado Federal, conforme determina a legislação para mandatos de quatro anos.
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