O confronto da seleção brasileira pelas oitavas de final da Copa do Mundo impôs uma dinâmica intensa ao Sistema Interligado Nacional, com picos de carga durante as pausas do jogo.
A partida entre Brasil e Noruega, realizada neste domingo (5), trouxe mais do que emoções esportivas para os torcedores; ela exigiu uma operação ágil do Sistema Interligado Nacional (SIN). O evento esportivo, que terminou com a derrota brasileira por 2 a 1, foi responsável por oscilações significativas no consumo de energia elétrica em todo o país.
Conforme monitoramento realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o momento de maior atenção operacional ocorreu durante o intervalo da partida. Em apenas 11 minutos, a rede observou um salto de 7.128 MW na demanda, um incremento de 10,3% que exigiu prontidão das fontes de geração para sustentar o rápido retorno do consumo doméstico.
Dinâmica do consumo e picos de demanda
Antes da bola rolar, o cenário elétrico seguia uma curva de ascensão natural de domingo à tarde. Contudo, assim que o jogo começou, às 17h, os gráficos de carga despencaram. O ponto de consumo mínimo foi atingido às 17h15, alcançando 66.307 MW — uma retração de 16% na comparação com a trajetória de referência prevista pelo ONS.
Sobre a velocidade da recomposição da rede, especialistas do setor destacam o desafio técnico que esses eventos representam: “O comportamento da carga durante a partida é um fenômeno recorrente em dias de jogos da seleção, mas a intensidade das rampas varia conforme o horário e a relevância do compromisso esportivo para o público”.
Recomposição pós-jogo
Após o intervalo, a demanda voltou a cair durante o segundo tempo, período em que a seleção norueguesa consolidou a vitória. Somente após o apito final, às 19h05, o sistema presenciou uma nova escalada: a demanda subiu 7.012 MW em um intervalo de meia hora, uma alta de 9,8%.
Até as 19h40, o SIN já operava na faixa de 78 GW, retornando à normalidade e alinhando-se novamente às projeções de consumo para o período. O episódio reforça a capacidade técnica do sistema em absorver flutuações rápidas, garantindo o suprimento enquanto milhões de brasileiros acompanham os jogos da Copa do Mundo.























