Foram identificados também créditos milionários concedidos pelo banco e alguns empregados recebiam certa porcentagem
Foram identificados também créditos milionários concedidos pelo banco e alguns empregados recebiam certa porcentagem
Por Misto Brasília – DF
Uma operação denominada Crédito Corrompido, realizada no Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, investiga pessoas envolvidas em um golpe contra o Banco Regional de Brasília (BRB). A ação visa correspondentes bancários e gerentes que supostamente autorizavam empréstimos para indivíduos sem o devido direito.
Foram cumpridos 16 mandados judiciais de busca e apreensão nos estados mencionados. Além disso, foi determinada a indisponibilidade de bens e valores superiores a R$ 1 milhão, montante que seria proveniente de propina e lavagem de dinheiro, operada por meio de uma empresa de fachada.
De acordo com a Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), as investigações tiveram início em 2025, a partir de informações fornecidas pelo próprio BRB à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Suspeita-se de uma parceria entre funcionários do BRB e uma organização criminosa especializada em fraudes na área de empréstimos consignados.
O BRB esclareceu que os correspondentes bancários envolvidos, apelidados de “pastinhas”, contatavam clientes por meio de redes sociais, apresentando-se como assessores da instituição financeira.
Esses “pastinhas” encaminhavam documentos falsificados para as agências. Os gerentes que participavam do esquema utilizavam essa documentação para gerar os contratos. Estima-se que até 30% do valor de cada empréstimo era dividido entre os gerentes, ou os valores eram diretamente desviados para as contas dos “pastinhas”.
A investigação policial também apontou a concessão de créditos milionários pelo banco. Neste contexto, a Polícia Civil identificou que alguns empregados recebiam uma porcentagem dos empréstimos para facilitar a liberação de grandes quantias, em colaboração com operadores financeiros.
Esquema fraudulento segundo a PCDF
Grupo dos pastinhas: Responsáveis por recrutar professores temporários, falsificar contracheques e obter empréstimos através do contato direto com gerentes do banco ou intermediários. Recebiam comissões elevadas.
Grupo dos intermediários: Realizavam acordos e negociações diretas com os gerentes do banco para a aprovação dos empréstimos, também recebendo vultosas comissões.
Grupo dos gerentes do BRB Varejo: Mantinham contato direto com os “pastinhas”, liberavam créditos para clientes com documentos falsificados ou inelegíveis, e realizavam procedimentos internos para desviar valores para as contas dos “pastinhas”.
Grupo dos gerentes BRB Alta Renda: Atuavam na aprovação de créditos milionários, em conluio com operadores financeiros, recebendo propina por suas ações.
Créditos: Misto Brasil























