A Inpasa Brasil obteve da Aneel os primeiros DROs de termelétricas de 2026 para suas usinas no Centro-Oeste, totalizando 78,5 MW, impulsionando a produção de energia e biocombustíveis na região.
A Inpasa Brasil, um nome proeminente no setor de energia limpa e biocombustíveis, marcou um passo significativo ao obter junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o registro dos requerimentos de outorga (DROs) para duas de suas futuras termelétricas. Localizadas estrategicamente em estados do Centro-Oeste, estas unidades somam uma capacidade de 78,5 MW, projetando um incremento robusto na matriz energética nacional.
Este feito é notável por um motivo crucial: os registros concedidos à Inpasa são os primeiros DROs para empreendimentos termelétricos realizados pela Aneel no ano de 2026. Tal agilidade sublinha a importância estratégica desses projetos para o desenvolvimento regional e para a segurança do fornecimento de energia, reforçando o compromisso da empresa com a expansão da geração de energia renovável no país.
Investimentos Estratégicos no Centro-Oeste
Um dos DROs registrados refere-se à futura UTE Rondonópolis, com 26,2 MW de capacidade, que será implementada no município de Rondonópolis, em Mato Grosso. Este projeto está intrinsecamente ligado a um ambicioso plano da Inpasa, anunciado no final de 2025, que prevê investimentos de cerca de R$ 3,48 bilhões na localidade. O montante será destinado à implantação de uma nova biorrefinaria de etanol e à expansão de outra unidade já existente, fortalecendo a cadeia de valor dos biocombustíveis.
Similarmente, a UTE Rio Verde, com uma potência de 52,3 MW, teve seu DRO aprovado e está prevista para a cidade de Rio Verde, em Goiás. Este complexo energético também abrigará uma nova biorrefinaria, com aportes financeiros estimados em R$ 2,4 bilhões. A conclusão das obras é esperada para o final de 2026, consolidando a região como um polo de produção de energia sustentável e etanol.
O Papel dos Requerimentos de Outorga
Os Requerimentos de Outorga (DROs) representam uma etapa preliminar, mas essencial, que antecede a emissão final da outorga para a operação de usinas. A obtenção desses registros permite que os agentes responsáveis por projetos de diversas fontes, como usinas solares, termelétricas e eólicas, solicitem o parecer de acesso ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Além disso, os DROs são cruciais para o avanço nos processos de licenciamento ambiental e demais autorizações necessárias para a efetiva implantação dos empreendimentos.
A obtenção desses DROs é um marco fundamental para o avanço de nossos projetos de energia limpa e biocombustíveis, garantindo a solidez necessária para o planejamento e a execução de nossas expansões e novas unidades no Centro-Oeste, contribuindo diretamente para a segurança energética do país.
Panorama dos Pedidos de Outorga em 2026
Até a tarde da última quarta-feira, 13 de maio, a autarquia registrou um total de 22 pedidos para requerimento de outorga, que somam uma potência total de 1.248 MW. A fonte solar continua a liderar o número de solicitações, com 15 projetos totalizando 750 MW. As eólicas aparecem em seguida, com 5 solicitações e 420 MW, enquanto as termelétricas contam com dois pedidos, incluindo os da Inpasa, somando 79 MW.
Em um cenário mais amplo, a Aneel também autorizou o início da operação comercial da unidade geradora UG1, de 0,78 MW, da UFV Barra do Ribeiro, pertencente ao Supermercado Codebal, no Rio Grande do Sul. Adicionalmente, a Crio Energia recebeu permissão para operar comercialmente as unidades UG01 e UG02, totalizando 4,4 MW, da CGH Rio da Conceição, localizada em Rio da Conceição, no Tocantins.
A conquista dos DROs pela Inpasa para suas termelétricas no Centro-Oeste reafirma o potencial da região como vetor de crescimento para a geração de energia a partir de fontes renováveis e biocombustíveis. Estes projetos não apenas adicionam capacidade ao Sistema Interligado Nacional, mas também reforçam a diversificação da matriz energética brasileira, caminhando em direção a um futuro mais sustentável. A expectativa é que, com a conclusão dessas obras até o final de 2026, a Inpasa consolide ainda mais sua posição como um dos pilares da transição energética do país.























