Uma nova pesquisa da Schneider Electric revelou que a aplicação de inteligência artificial na gestão predial pode cortar em até 22% o consumo energético, otimizando custos e metas de sustentabilidade.
A transformação digital no setor de infraestrutura está atingindo um patamar decisivo. Durante a Climate Week NYC 2026, um estudo robusto conduzido pela Schneider Electric evidenciou o potencial transformador da IA na redução do gasto energético de grandes edificações. Ao integrar algoritmos inteligentes aos sistemas de automação, gestores podem alcançar economias anuais expressivas, que variam entre US$ 13,6 mil e US$ 49,3 mil por unidade, dependendo das tarifas vigentes.
O relatório, intitulado “AI for Climate: Quantifying the Energy and Carbon Impact of Building Optimization”, reforça que a tecnologia atua onde o controle convencional falha. Ao refinar a operação de sistemas de climatização (HVAC), a ferramenta não apenas evita desperdícios operacionais, mas também gera um impacto positivo no meio ambiente, com uma pegada de carbono reduzida que supera em 100 vezes o impacto ambiental provocado pelo processamento dos próprios sistemas de IA.
Eficiência impulsionada pela tecnologia
Os ganhos de performance são impulsionados pela capacidade da inteligência artificial em processar dados em tempo real. Em cenários otimizados, o uso de soluções baseadas na nuvem ou na borda pode resultar em uma economia superior a 200 MWh por ano. A metodologia do estudo baseou-se em projetos-piloto realizados nos Estados Unidos, Austrália e Índia, onde a IA foi aplicada para conectar silos de dados e automatizar o controle de temperatura e ventilação de forma autônoma.
Democratização da eficiência energética
Um dos pontos mais relevantes da análise é a viabilidade para edifícios de pequeno e médio porte. Até recentemente, o alto custo e a complexidade técnica eram barreiras que impediam a adoção de sistemas avançados de eficiência energética em construções menores de 9.300 m². Contudo, a tecnologia atual está mudando esse cenário, tornando a gestão predial inteligente um ativo acessível.
Essa mudança é vital, visto que os edifícios são responsáveis por 37% das emissões globais de carbono ligadas à energia. A adoção da IA surge como um pilar estratégico para empresas que buscam modernizar seus ativos, reduzindo custos operacionais enquanto avançam em suas metas de descarbonização. O futuro do setor imobiliário e comercial caminha, inevitavelmente, para edifícios mais autônomos, inteligentes e, sobretudo, sustentáveis.
















