A Bacia de Pelotas desponta como um polo promissor para o gás natural, com potencial estimado em 1 trilhão de metros cúbicos, segundo Heloísa Borges.
A especialista em energia Heloísa Borges destacou em entrevista ao estúdio eixos, durante a ROG.e 2026, o expressivo potencial da Bacia de Pelotas para a exploração de gás natural. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam reservas significativas na região, que somam não apenas 3,6 bilhões de barris de óleo equivalente, mas também um volume substancial de gás natural.
Segundo Borges, o momento atual é particularmente favorável para a exploração deste recurso. Ela ressalta que o cenário energético global aponta para um aumento na demanda por gás natural, o que tende a impulsionar o interesse e os investimentos na Bacia de Pelotas.
Mercado deficitário e infraestrutura como atrativos
A especialista enfatiza que a região Sul do Brasil, incluindo o Rio Grande do Sul, enfrenta um déficit considerável no suprimento de gás. A existência de uma demanda reprimida e gargalos de infraestrutura criam um ambiente propício para o desenvolvimento da produção local.
Heloísa Borges afirmou:
Todos os cenários já estavam contando com essa produção de gás. O Rio Grande do Sul, em particular, e os estados da região sul são deficitários em gás, tem uma demanda reprimida muito grande, um gargalo de infraestrutura. Então tem um mercado lá para esse gás, deveria fazer sentido.
Brasil: um porto seguro para diversificação de investimentos
Heloísa Borges também comentou sobre a posição estratégica do Brasil no cenário internacional de investimentos em energia. Ela avalia que o país se beneficia da tendência de diversificação de portfólio adotada por empresas globais, buscando mitigar riscos geopolíticos.
Heloísa Borges explicou:
Você não vai adivinhar onde vai sair o próximo conflito. A solução para isso é diversificar risco, diversificando o portfólio. E o Brasil está muito bem posicionado nessa estratégia de diversificação.
A confirmação da América do Sul, com o Brasil à frente, como principal motor de novas descobertas de reservas nos últimos 15 anos, reforça essa perspectiva. Borges defende que o país deve ter orgulho de sua produção de petróleo, um setor que impulsionou a economia, gerou empregos e renda, e contribuiu positivamente para a balança comercial.
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