O Governo de São Paulo lançou um novo edital para financiar usinas solares em municípios, destacando um projeto pioneiro de descarbonização em Águas de São Pedro.
O governo do estado de São Paulo deu um passo decisivo em sua transição para uma economia de baixo carbono. Por meio de um novo edital de chamamento público, a gestão estadual oferecerá suporte técnico e financeiro para que prefeituras paulistas possam implementar suas próprias usinas de energia solar fotovoltaica. Com uma verba de até R$ 5 milhões, a ação é financiada pelo Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop).
O programa, que visa auxiliar principalmente municípios de pequeno e médio porte, busca democratizar o acesso à energia limpa e reduzir os gastos públicos com contas de luz. As cidades interessadas têm até o dia 29 de junho para submeter suas propostas e participar desta iniciativa estratégica para o desenvolvimento sustentável regional.
Inovação em Águas de São Pedro
Paralelamente ao edital, foi formalizada uma parceria estratégica com o município de Águas de São Pedro. O projeto local, que servirá como modelo para outras cidades, prevê a instalação de uma usina solar com capacidade de 1 megawatt-pico (MW-p). A infraestrutura não apenas suprirá o consumo de prédios públicos, mas permitirá a eletrificação da frota municipal e a modernização de sistemas térmicos.
A secretária da SEMIL, Natália Resende, reforçou o potencial transformador dessas parcerias para a administração pública.
“A energia solar é uma das forças de São Paulo. A conta de energia pesa no orçamento de muitos municípios. Com esse apoio, estamos transformando o gasto recorrente em oportunidade de investimento. A economia gerada pela energia solar poderá ser revertida em benefícios diretos para a população, ao mesmo tempo em que avançamos na agenda climática paulista”
Compromisso com o futuro sustentável
O impacto positivo esperado vai além da economia imediata nos cofres públicos. Ao substituir o uso de combustíveis fósseis por fontes renováveis em prédios e equipamentos municipais, o estado projeta uma redução significativa na emissão de gases de efeito estufa. Este movimento está totalmente alinhado com o Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050) e com a meta de alcançar a neutralidade de carbono até a metade do século.
Com o crescimento da geração distribuída em todo o território paulista — que já representa 12% da eletricidade gerada no estado —, a iniciativa reforça a posição de São Paulo como um polo de inovação em sustentabilidade. A expectativa é que, após a avaliação dos projetos inscritos no edital, o modelo implementado em Águas de São Pedro seja replicado em diversas regiões, consolidando a transição energética como pilar da gestão pública local.























