Em julho, etanol lidera queda de preços dos combustíveis e consolida vantagem econômica sobre a gasolina, atingindo o menor patamar histórico de custo-benefício.
O cenário dos preços dos combustíveis em julho apresentou uma tendência de queda na maioria dos derivados, com o etanol hidratado despontando como o grande destaque. Segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fipe, o biocombustível registrou a maior redução mensal, ampliando sua atratividade econômica em relação à gasolina.
O movimento de recuo nos preços, que afetou cinco dos seis produtos analisados, reflete uma combinação de fatores, incluindo maior oferta doméstica de etanol e a gradual absorção das cotações internacionais do petróleo. O indicador de custo-benefício entre os combustíveis flex atingiu seu menor nível histórico, consolidando o etanol como uma opção ainda mais vantajosa para os consumidores.
Queda generalizada, mas com ressalvas
Os preços médios dos combustíveis apresentaram recuo em julho, com destaque para o etanol hidratado, que teve uma redução de 2,3%. Em seguida, vieram o diesel comum (-2,1%) e o diesel S-10 (-1,8%). As gasolinas também ficaram mais baratas, enquanto o GNV foi o único a registrar alta, impulsionado por reajustes na cadeia do gás natural.
Em valores médios nacionais, o diesel S-10 custava R$ 6,981 por litro, o diesel comum R$ 6,833, a gasolina aditivada R$ 6,821 e a gasolina comum R$ 6,693. O etanol hidratado atingiu R$ 4,163 por litro, e o GNV R$ 4,846 por metro cúbico. As regiões Centro-Oeste e Sudeste, com forte produção de etanol, apresentaram os menores preços médios do biocombustível.
Etanol em vantagem histórica
O principal indicador divulgado pela Veloe/Fipe, o Indicador de Custo-Benefício Flex, atingiu seu menor patamar da série histórica em julho, caindo para 66,7% na média nacional. Este índice, que compara o preço do etanol com o da gasolina comum, abaixo do limite de 70%, reforça a vantagem econômica do biocombustível.
Essa superioridade é ainda mais acentuada em estados produtores e próximos aos polos de oferta, evidenciando a competitividade do etanol no mercado brasileiro. A tendência de preços favoráveis para o etanol tem se mantido, impulsionada por uma maior oferta doméstica e uma política de preços mais atrativa.
Acumulado anual ainda em alta para outros combustíveis
Apesar da queda observada em julho, o acumulado do ano ainda mostra alta para a maioria dos combustíveis. O diesel S-10 acumula um avanço de 13,0%, seguido pelo diesel comum (+11,6%) e pelas gasolinas (+6,6% e +6,1%). O GNV também registrou alta no período (+4,3%).
Em contrapartida, o etanol se destaca com uma retração de 7,0% no ano. Na comparação com julho de 2025, o diesel S-10 ainda está 13,8% mais caro, e o diesel comum 12,4% mais caro. As gasolinas apresentaram altas de 6,4% e 5,9%, respectivamente. O etanol hidratado, por sua vez, registra uma queda de 2,2% em 12 meses.
Perspectivas e fatores de influência
A atual conjuntura de preços dos combustíveis é influenciada pela oferta doméstica de etanol, pela transmissão das cotações internacionais do petróleo e pela retirada de medidas de amortecimento de preços. No entanto, o mercado permanece sensível a flutuações do petróleo, variações cambiais e tensões geopolíticas. A expectativa é que a vantagem econômica do etanol sobre a gasolina se mantenha em um futuro próximo, beneficiando os consumidores e impulsionando o uso de biocombustíveis.
Os dados completos do Monitor de Combustíveis podem ser acessados através do link:
https://downloads.fipe.org.br/indices/informe-monitorcombustiveis-202607.pdf






















