Governo institui conselho para direcionar R$ 18,5 bilhões a setores estratégicos frente a desafios globais.
O cenário econômico internacional, marcado por tensões comerciais e conflitos geopolíticos, motivou o governo federal a formalizar a criação de um conselho interministerial. A nova instância terá a incumbência de gerir um vultoso montante de R$ 18,5 bilhões, destinado a amparar empresas brasileiras que enfrentam dificuldades decorrentes de tarifas impostas por outros países e instabilidades globais.
A iniciativa, oficializada por meio do Decreto nº 13.091/2026, visa dar suporte a setores como minerais críticos, fertilizantes e exportadores, especialmente aqueles afetados por recentes tarifas americanas e pela conjuntura no Oriente Médio. O Plano Brasil Soberano III é a resposta governamental para fortalecer a competitividade e a resiliência da economia nacional.
BNDES tem prazo apertado para apresentar plano de aplicação
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assume um papel central na operacionalização do plano. A instituição financeira terá um prazo de cinco dias úteis, a partir da publicação do decreto, para apresentar a sua primeira proposta de aplicação dos recursos. O BNDES oferecerá suporte técnico ao Conselho, podendo participar das discussões, embora sem poder de voto.
O Conselho Interministerial contará com a participação ativa da Casa Civil, que coordenará os trabalhos, além dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Fazenda e Planejamento e Orçamento (MPO). A composição interministerial busca garantir uma visão abrangente e integrada na alocação dos fundos.
A participação de especialistas e representantes de entidades públicas e privadas poderá enriquecer os debates e as decisões estratégicas. O plano, anunciado em 22 de julho, surgiu como resposta direta à tarifação de 25% sobre produtos brasileiros, imposta pelo então presidente dos EUA, Donald Trump.
Recursos para diversificação e inovação
O pacote financeiro de R$ 18,5 bilhões é composto por R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões disponibilizados diretamente pelo BNDES. Os fundos poderão ser alocados em diversas frentes, incluindo capital de giro, aquisição de equipamentos, investimentos em produção e inovação, adaptação de processos e produtos, e ainda na prospecção e expansão para novos mercados.
A medida sinaliza um movimento estratégico do governo em direção à soberania econômica e à capacidade de resposta a choques externos, buscando mitigar os impactos de barreiras comerciais e conflitos internacionais sobre a indústria nacional.






















