A Gerdau finalizou a compra integral da usina Dona Francisca ao adquirir a fatia remanescente da Copel por R$ 150 milhões, fortalecendo sua posição no setor de energia limpa.
A gigante siderúrgica Gerdau assumiu o controle total da Dona Francisca Energética S.A. (DFESA), operadora da UHE Dona Francisca. A transação foi concretizada nesta segunda-feira (15), após a assinatura de um contrato para a compra dos 23,03% de participação que ainda pertenciam à Copel. Com o investimento de R$ 150 milhões, a companhia siderúrgica consolida 100% do ativo, reforçando sua autonomia energética na planta situada entre os municípios de Agudo e Nova Palma, no Rio Grande do Sul.
O movimento da Gerdau é um desdobramento de uma estratégia iniciada em abril deste ano, quando a empresa adquiriu a fatia majoritária que estava sob o comando da Celesc. A usina, localizada às margens do Rio Jacuí, possui capacidade instalada de 125 MW e uma garantia física anual de 635.100 MWh. Para a siderúrgica, o controle absoluto do empreendimento é um passo relevante na gestão direta de sua matriz de suprimentos elétricos, essencial para as operações de alta intensidade energética da indústria.
Otimização do portfólio da Copel
Do lado da Copel, a alienação da fatia na hidrelétrica integra um plano maior de reestruturação organizacional. A estatal paranaense busca, com essa venda, simplificar sua estrutura de capital e direcionar recursos para ativos que possuam maior escala e relevância estratégica dentro do seu plano de investimentos a longo prazo.
Em comunicado enviado aos acionistas e ao mercado, a companhia explicou a motivação da decisão:
A venda faz parte da estratégia de otimizar continuamente seu portfólio, estando alinhada ao plano de simplificação da estrutura societária e de concentração dos investimentos em ativos de maior porte.
A operação financeira será realizada por meio de uma parcela única, a ser paga integralmente no fechamento do negócio. Para o setor de infraestrutura e energia renovável, a saída da Copel de participações minoritárias em ativos menores é vista como uma tendência de mercado. Enquanto a empresa busca eficiência através da concentração de capital, a Gerdau demonstra maior interesse em deter o controle total de seus ativos de geração de energia, garantindo maior estabilidade no suprimento necessário para suas plantas industriais.























