A GCB fez sua estreia no setor de infraestrutura urbana com a captação de R$ 25 milhões via crédito privado, impulsionando o tratamento de resíduos sólidos em Porto Velho e fortalecendo o saneamento básico regional.
A distribuidora de ativos GCB anunciou sua entrada oficial no mercado de infraestrutura urbana ao estruturar uma operação de R$ 25 milhões em debênture de securitização. O projeto visa financiar operações ligadas ao tratamento de resíduos sólidos urbanos na cidade de Porto Velho, em Rondônia, fortalecendo a gestão ambiental e a sustentabilidade na região Norte do país.
Os recursos captados serão direcionados para a Ecofort Engenharia Ambiental, empresa responsável pela Central de Tratamento de Resíduos (CTR). A instalação processa a maior parte dos resíduos gerados na capital rondoniense e vem registrando forte alta na demanda, com crescimento de 30,5% no volume médio mensal acolhido no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior.
Aceleração impulsionada pelo Marco Legal do Saneamento
A expansão das atividades na CTR reflete os avanços proporcionados pelo Marco Legal do Saneamento, diretriz federal que busca erradicar os lixões a céu aberto e incentivar estruturas adequadas de descarte. Com o encerramento definitivo do lixão da Vila Princesa em 2023, a central passou a ser o único aterro sanitário regularizado em um raio de 50 quilômetros do centro de Porto Velho, contando com vida útil estimada em mais de 33 anos.
O cenário destaca o potencial de atração de capital privado para suprir gargalos estruturais em municípios fora dos grandes eixos metropolitanos. De acordo com Victor Moura, diretor de DCM da GCB:
“Saneamento e tratamento de resíduos ainda demandam muito investimento no Brasil, principalmente fora dos grandes centros, e o crédito privado pode ocupar um espaço importante no financiamento dessa infraestrutura. Para o investidor, são oportunidades de acessar projetos que atendem a necessidades permanentes das cidades e têm uma dinâmica menos dependente dos ciclos de consumo. É um segmento em que vemos potencial para novas operações.”
Estruturação financeira e garantias da operação
A emissão possui prazo de amortização de 60 meses sem carência, com pagamentos mensais de juros e remuneração fixada em CDI + 6,0% ao ano. Aberta a investidores pela plataforma GCB Investimentos a partir do aporte mínimo de R$ 1.000, a captação servirá para reorganizar a estrutura de capital da Ecofort, constituir fundo de reserva e reforçar o capital de giro da companhia.
Controlada pela Família Faria, grupo com mais de 20 anos de experiência em soluções ambientais na região, a empresa passou por um processo de estruturação e diligência *in loco* conduzido pela GCB durante doze meses. O pacote de garantias envolve a cessão fiduciária de recebíveis, a alienação fiduciária de 49% das cotas da CTR, aval dos sócios e conta controlada.
Impactos na sustentabilidade e perspectivas de mercado
A consolidação deste financiamento reforça o papel estratégico dos ativos de crédito privado na expansão de serviços essenciais de saneamento básico e proteção ambiental. A expectativa é que o modelo sirva de referência para novas captações voltadas à infraestrutura urbana em regiões emergentes do país.
Ao conectar investidores individuais a ativos com impacto socioambiental direto, a operação abre caminho para novos aportes privados na modernização de aterros sanitários e na transição para cidades cada vez mais sustentáveis.
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