Falta de conexão ao SIN faz empresa desistir de 300 MW em projetos solares no RN

Falta de conexão ao SIN faz empresa desistir de 300 MW em projetos solares no RN
Falta de conexão ao SIN faz empresa desistir de 300 MW em projetos solares no RN - Foto: Reprodução / Freepik | Pixbay
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A inviabilidade de conexão ao Sistema Interligado Nacional forçou a desistência de projetos solares que somariam 300 MW de potência instalada no Rio Grande do Norte.

A transição energética brasileira sofreu um revés importante no estado do Rio Grande do Norte. A Vento Solar Energia Renovável solicitou e obteve junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o cancelamento das outorgas de seis usinas fotovoltaicas que prometiam injetar uma carga expressiva de energia limpa na matriz nacional.

O impedimento técnico de conectar as unidades geradoras ao Sistema Interligado Nacional (SIN) tornou a operação inviável do ponto de vista comercial. Sem o acesso à rede de transmissão, a companhia não conseguiu viabilizar os contratos de venda da energia que seria produzida, levando à interrupção definitiva dos planos de implementação.

O impacto do gargalo na transmissão

Os projetos afetados — identificados como Nova Esperança 1 a 3, situados em João Câmara, e Talhado 12 a 14, em Açu — haviam recebido autorização em 2022. A decisão de desistir desses ativos destaca um problema recorrente no setor: a discrepância entre a autorização para geração e a capacidade real de escoamento da energia.

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A impossibilidade de firmar contratos de comercialização, causada pela ausência de pontos de conexão viáveis, impediu que esses empreendimentos saíssem do papel.

Desafios para o setor solar

A medida foi oficializada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 29 de julho. O caso ilustra um cenário de cautela para investidores do mercado de fontes renováveis no Nordeste. Embora o potencial solar da região seja abundante, a infraestrutura de transmissão ainda é um gargalo que limita a expansão acelerada de novos parques.

O episódio serve como alerta sobre a necessidade de maior sinergia entre o planejamento de expansão da capacidade geradora e os investimentos na rede básica de transmissão. Para os próximos anos, o mercado observa com expectativa se as medidas regulatórias serão suficientes para destravar o escoamento necessário e evitar que outros projetos de energia renovável enfrentem o mesmo destino.

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