O setor de logística brasileiro apresenta fôlego renovado em 2026, com um aumento de 4,9% nas exportações via contêineres, impulsionado pelo fortalecimento de parcerias globais e acordos comerciais.
As exportações brasileiras via contêineres consolidaram uma trajetória de expansão nos primeiros oito meses de 2026. Segundo levantamento da consultoria Datamar, o volume total alcançou a marca de 2,16 milhões de TEUs, superando os 2,05 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Esse avanço sinaliza uma resiliência importante no comércio exterior do país.
O crescimento foi sustentado principalmente por dois pilares da balança comercial brasileira: o setor de carnes e a cadeia do algodão. Juntos, esses segmentos foram responsáveis por cerca de 70% do saldo positivo no volume de cargas embarcadas, evidenciando a força do agronegócio nacional na logística marítima.
Expansão e parcerias globais
O cenário internacional apresentou variações estratégicas entre os principais parceiros comerciais. A China manteve seu protagonismo com um crescimento de 14,4% nas compras, enquanto o mercado europeu demonstrou um apetite renovado. Os Países Baixos registraram uma alta de 20,4% e a Itália saltou 25,1%.
Especialistas apontam que a abertura do mercado europeu está diretamente conectada ao início da aplicação provisória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, vigente desde maio. Esse movimento facilitou o escoamento de produtos e ajustou a dinâmica de exportação nas rotas transatlânticas.
Andrew Lorimer afirmou:
Carnes e algodão foram os principais responsáveis por esse crescimento. Mudanças tarifárias e incerteza logística podem ter influenciado as alterações na composição dos embarques.
Dinâmica no continente sul-americano
Além das grandes rotas intercontinentais, o comércio regional dentro da América do Sul também apresentou resultados expressivos. A Argentina destacou-se com um crescimento de 17,7%, atingindo 401 mil TEUs, enquanto o Uruguai acompanhou o ritmo com uma elevação de 10,7%, totalizando 122 mil TEUs movimentados.
Esses números reforçam a importância da integração logística regional e a eficiência operacional das empresas exportadoras. Para o restante do ano, o setor mantém uma perspectiva de cautela, observando como as flutuações nas tarifas e as demandas globais moldarão os próximos embarques. O desafio agora será manter essa curva de crescimento frente a possíveis gargalos na infraestrutura portuária global.












