A Empresa de Pesquisa Energética sugere a adoção de tecnologia inovadora para otimizar redes elétricas paulistas, abrindo espaço imediato para novos data centers com baixo investimento.
A expansão de empreendimentos voltados ao processamento digital encontrou um importante aliado no setor elétrico brasileiro. A EPE apontou uma alternativa moderna e de baixo custo para destravar o fornecimento de eletricidade em áreas estratégicas do interior paulista, aliviando gargalos logísticos na infraestrutura sem a necessidade de intervenções físicas imediatas.
O planejamento estratégico mira o atendimento a demandas crescentes de conexão, impulsionadas principalmente pela chegada de novas instalações tecnológicas à região. Para viabilizar essas conexões a curto prazo, a autarquia federal sugeriu a implementação de monitoramento avançado em um trecho específico da malha energética do estado.
Inovação tecnológica para otimização de redes
A estratégia consiste na aplicação do sistema conhecido como DLR, com aportes estimados em R$ 2,12 milhões. Diferente do modelo convencional, que utiliza parâmetros fixos e conservadores, essa ferramenta monitora variáveis meteorológicas e operacionais em tempo real, calculando com precisão o volume máximo que os cabos conseguem conduzir.
Com base em análises climáticas históricas e simulações digitais avançadas, o estudo demonstrou que o circuito de 138 kV entre Mogi Guaçu e São João da Boa Vista II pode operar com limites superiores aos atuais. O patamar normal de transferência passará de 79 MVA para 95 MVA, garantindo um incremento de 20% na capacidade sem comprometer a segurança operacional.
A utilização de inteligência operacional e dados climáticos em tempo real representa uma revolução na gestão de ativos, permitindo extrair o máximo potencial da infraestrutura existente antes de recorrer a grandes obras civis.
Adiamento de grandes intervenções financeiras
O ganho operacional proporcionado pela modernização traz impactos diretos no cronograma de investimentos do setor. A necessidade de uma reforma estrutural profunda no trecho, orçada em aproximadamente R$ 140 milhões, foi adiada de 2035 para 2038.
Essa desaceleração nos custos de expansão faz parte de um plano mais amplo mapeado pela EPE para o sistema elétrico de São Paulo. O planejamento global prevê cerca de R$ 1,15 bilhão em melhorias até o final do horizonte analisado, incluindo recondutoramentos e dispositivos avançados de controle de fluxo para mitigar saturações apontadas pelo ONS.

















