Maior follow-on do setor elétrico privado consolida confiança na governança da Engie.
A Engie Brasil Energia celebrou um marco financeiro significativo nesta sexta-feira, 17 de julho, ao finalizar sua oferta subsequente de ações (follow-on) que movimentou expressivos R$ 8,36 bilhões. A cerimônia de encerramento, realizada na B3, bolsa de valores brasileira, foi palco para executivos da companhia ressaltarem não apenas o volume da transação, mas também a solidez das práticas de governança corporativa que a sustentaram.
O montante alcançado posiciona este follow-on como o maior já realizado por uma empresa privada no setor elétrico nacional. De acordo com o CEO da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, o sucesso da operação reflete um esforço conjunto e meticuloso. Ele destacou que todo o processo, desde as deliberações pré-assembleia até a definição final do preço das ações e a liquidação da oferta, contou com a expertise da equipe interna e o suporte dos bancos coordenadores.
A jornada da Engie no mercado de capitais foi lembrada pelo presidente do conselho de administração, Maurício Bähr. Ele rememorou o início dessa trajetória em 1998, com a privatização da empresa, e a evolução para um novo patamar em 2005, com a adesão ao Novo Mercado da B3. Essa decisão estratégica, segundo Bähr, ampliou as possibilidades de captação de recursos e fortaleceu o compromisso da empresa com o ambiente financeiro brasileiro.
Um ponto crucial enfatizado foi a negociação para a aquisição da participação na hidrelétrica de Jirau. Bähr ressaltou que essa conquista foi fruto de um diálogo prolongado e estruturado com os acionistas, demonstrando a importância da transparência e do bom relacionamento com os investidores.
Governança em Evidência
A formalização da operação foi marcada por discussões sobre a excelência em governança. Maurício Bähr salientou a criação de um comitê específico para assuntos de partes relacionadas. Crucialmente, ele apontou que o acionista controlador absteve-se da votação, garantindo que a decisão final sobre a oferta fosse conduzida exclusivamente pelos acionistas minoritários. “Este processo foi um exemplo espetacular da governança em seu melhor espírito”, declarou Bähr, sublinhando a integridade e a equidade da transação.
A oferta primária de ações resultou na emissão de 274,08 milhões de novas ações ordinárias, com o preço unitário estabelecido em R$ 30,50, totalizando os R$ 8,36 bilhões. Deste montante, a Engie Brasil Participações (EBP) comprometeu-se com R$ 5,74 bilhões, através da integralização via transferência de sua participação acionária na Jirau Energia. A usina hidrelétrica, localizada no rio Madeira, possui capacidade instalada de 3.750 MW e conta com a Axia Energia e a Mitsui & Co como co-acionistas.
Este follow-on não apenas fortalece a posição financeira da Engie Brasil Energia, impulsionando futuros investimentos, como também reforça a confiança do mercado na solidez de sua estrutura de governança corporativa, um pilar cada vez mais valorizado no cenário de investimentos em energia.























