A conta de energia consome uma fatia crescente do orçamento empresarial, impactando diretamente a lucratividade e exigindo uma nova abordagem estratégica.
A gestão financeira de empresas em São Paulo tem enfrentado um desafio silencioso, mas de proporções alarmantes: o aumento expressivo nos custos com energia elétrica. Desde 2016, a tarifa em baixa tensão aplicada pela Enel São Paulo disparou cerca de 79%. Para um negócio que desembolsava R$ 10.000 mensais com eletricidade naquela época, o custo pode ter saltado para quase R$ 17.918 nos dias atuais. Essa escalada representa um prejuízo mensal de aproximadamente R$ 8.000, um montante que, em termos práticos, equivale a descartar no lixo milhares de unidades de produtos ou serviços essenciais para a operação.
Essa realidade, antes inimaginável, demonstra como a energia deixou de ser uma despesa operacional corriqueira para se tornar um item estratégico no planejamento de qualquer empreendimento. Seja uma padaria, uma clínica médica, um varejo ou uma empresa de serviços, o impacto financeiro é palpável e exige atenção direta dos gestores. O problema transcende a simples “conta a pagar”, influenciando diretamente o fluxo de caixa, a margem de lucro e a própria capacidade de crescimento do negócio.
Energia: Da Pauta Financeira à Diretoria Estratégica
Por anos, o setor empresarial tratou o custo com energia como um gasto fixo e inadiável, com pouca margem para otimização. A rotina consistia em receber a fatura, verificar o valor e efetuar o pagamento, sem uma análise aprofundada das causas ou das alternativas disponíveis. No entanto, a drástica elevação dos preços tornou essa abordagem obsoleta e prejudicial. A energia, agora, é um fator de custo crítico, um ponto de risco operacional e uma peça-chave na estratégia de sustentabilidade e competitividade de qualquer empresa.
Uma decisão mal tomada na gestão energética pode comprometer a saúde financeira de um negócio por anos. Por outro lado, um planejamento eficaz e a adoção de soluções adequadas podem liberar capital de giro, proteger o faturamento e conferir a segurança necessária para que a empresa prospere em um mercado cada vez mais competitivo. A gestão da energia, portanto, precisa migrar do âmbito operacional para o centro das discussões estratégicas da diretoria.
O Cenário Atual: Desperdício e Falta de Análise
A experiência diária revela um panorama preocupante: muitas empresas pagam mais do que o necessário por energia elétrica sem compreenderem os motivos. A falta de revisão de contratos, a ausência de questionamentos sobre o enquadramento tarifário e a pouca comparação entre as diversas soluções disponíveis contribuem para esse cenário. Adicionalmente, observa-se a implementação de sistemas de energia solar mal dimensionados, vendidos de forma apressada por empresas focadas apenas em fechar negócios, e a falta de proteção adequada para equipamentos essenciais.
O ponto mais alarmante é a passividade de muitos empresários diante dessa situação. A crença de que “não há nada a fazer” sobre o custo da energia é um mito que precisa ser desmistificado. Existem inúmeras maneiras de otimizar o consumo, negociar melhores tarifas, gerar energia localmente, armazená-la de forma eficiente e gerenciá-la de maneira inteligente. A decisão de como lidar com a energia deve ser consciente e estratégica, saindo do piloto automático.
A Energia na Pauta do Empreendedor
A gestão energética eficaz não deve ser relegada a uma posição secundária na lista de despesas. Ela precisa ocupar um lugar de destaque na agenda dos donos de negócios, diretores financeiros e gestores de operação. A proposta de valor de empresas especializadas, como a OBH Energy, vai além da simples venda de equipamentos ou serviços como painéis solares, baterias, nobreaks ou acesso ao Mercado Livre de Energia. O foco reside na análise profunda do impacto da energia dentro da empresa: seu custo real, os riscos envolvidos, o potencial de desperdício e a identificação da solução mais vantajosa e personalizada. O objetivo primordial é evitar que os empresários invistam em soluções inadequadas por conta de ofertas aparentemente atrativas.
Pequenas e médias empresas, em particular, merecem um nível de atenção técnica e estratégica comparável ao das grandes corporações. Para esses negócios, uma decisão equivocada na área energética pode ter um impacto desproporcionalmente negativo. É fundamental que todos os empreendedores reconheçam que aceitar um custo excessivo com energia é equivalente a jogar dinheiro fora – um luxo que poucos negócios podem se permitir.





















