Por Misto Brasil – DF
O comércio entre a China e cinco países da Ásia Central alcançou um marco histórico em 2025. Mais do que uma simples troca de mercadorias, essa relação expandiu-se para uma colaboração profunda, com empresas chinesas atuando como parceiras estratégicas em setores de alta tecnologia, como mineração e energia.
Uma análise sobre o crescimento recorde
Durante os primeiros dez meses de 2025, os dados oficiais do governo chinês apontam um avanço expressivo nas transações comerciais com a região em comparação ao mesmo período de 2024. Embora existam discrepâncias significativas nas estatísticas fornecidas pelos países asiáticos — em parte devido ao comércio informal em áreas de fronteira extensa —, é consenso que a atividade comercial vive um ritmo de expansão inédito.
A China consolidou-se como o principal parceiro comercial da Ásia Central no início desta década, superando a influência da Rússia, especialmente após o início do conflito na Ucrânia. O desempenho de 2025, com um crescimento de dois dígitos, reforça essa liderança econômica. Segundo o Ministério do Comércio da China, o intercâmbio atingiu US$ 106,3 bilhões, o que equivale a um aumento de 12%, superando em seis pontos percentuais as projeções feitas anteriormente para o ano.
Detalhamento das transações
Nesse cenário, as exportações chinesas somaram US$ 71,2 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 35,1 bilhões. Entre os parceiros, o Quirguistão apresentou o maior salto, crescendo de US$ 17,4 bilhões para US$ 23,6 bilhões. Outros países também registraram expansão: o Cazaquistão passou de US$ 36,5 bilhões para US$ 39,8 bilhões; o Uzbequistão avançou de US$ 11,1 bilhões para US$ 12,9 bilhões; e o Tadjiquistão cresceu de US$ 3,3 bilhões para US$ 3,5 bilhões.
Visão Geral
O fortalecimento dos laços econômicos entre a China e as nações da Ásia Central marca uma mudança importante na geopolítica regional. O salto nos números, que alcançaram US$ 106,3 bilhões, demonstra que a cooperação foi além do comércio básico, integrando projetos estratégicos e tecnológicos. Apesar das dificuldades em obter dados precisos devido a fluxos informais, a tendência de crescimento acelera a dependência mútua e coloca a China como a principal força de desenvolvimento econômico na região.
Créditos: Misto Brasil




















