A Cemig apresentou balanço do primeiro trimestre de 2026 com lucro de R$ 979 milhões, marcando uma redução anual, embora tenha registrado avanço em sua receita operacional total.
A Cemig, uma das gigantes do setor de energia limpa e infraestrutura no Brasil, divulgou seus resultados financeiros referentes aos três primeiros meses de 2026. O período foi marcado por desafios operacionais que impactaram a lucratividade final da companhia, que atingiu R$ 979 milhões. Esse valor representa uma retração de 5,8% na comparação direta com o mesmo intervalo do ano anterior.
Além do lucro líquido, o mercado financeiro monitorou de perto o desempenho operacional da empresa. O Ebitda consolidado fechou o trimestre em R$ 1,79 bilhão, consolidando uma queda de 2,1% em relação aos primeiros meses de 2025. O número chamou a atenção por ter ficado aquém das projeções de analistas, que esperavam um montante próximo a R$ 1,9 bilhão, conforme dados da LSEG.
Dinâmica de receitas e perspectivas futuras
Apesar das quedas nas margens de lucro e no Ebitda, a companhia demonstrou resiliência em sua capacidade de geração de caixa bruto. A receita operacional do grupo apresentou um crescimento robusto de 6,3%, alcançando a marca de R$ 10,46 bilhões. Esse aumento reflete o dinamismo das operações da empresa no setor de energia, que continua sendo um pilar estratégico para o desenvolvimento nacional.
A divulgação deste balanço ocorre em um momento de transição importante para a organização. Recentemente, a empresa oficializou mudanças em sua governança, com a nomeação de Alexandre Ramos como o novo CEO, após sua passagem pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
O mercado segue atento aos próximos passos da gestão de Alexandre Ramos à frente da Cemig, buscando entender como a companhia pretende ajustar seus custos operacionais para converter o crescimento da receita em resultados líquidos mais expressivos. O equilíbrio entre a expansão da base de clientes e a eficiência no manejo de ativos de geração de energia será o diferencial para a valorização da marca nos próximos trimestres.






















