A Cemig oficializou a nomeação de Alexandre Ramos como seu novo CEO, encerrando o ciclo de sucessão de Reynaldo Passanezi Filho na estatal mineira de energia.
A mudança no comando da Cemig foi confirmada pelo conselho de administração da empresa, que elegeu Alexandre Ramos para ocupar a cadeira de presidente-executivo. A movimentação resolve o impasse em torno da sucessão de Reynaldo Passanezi Filho, cujo mandato chegou ao fim no encerramento de abril, e reconfigura o quadro de liderança da companhia em um momento decisivo para o setor elétrico brasileiro.
Alexandre Ramos não é um nome novo nos corredores da empresa mineira. Engenheiro de formação e com trajetória consolidada dentro da própria Cemig, o executivo retorna à companhia após cumprir missões de alta relevância no mercado nacional. Desde 2023, ele esteve à frente da presidência do conselho da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), onde foi peça-chave na regulação e operação do mercado de energia limpa e renovável do país.
Governança e articulação política
A transição de comando ocorre em um cenário de reestruturação interna, que inclui novas composições no conselho de administração da estatal. Especialistas observam que a ascensão de Ramos sinaliza uma convergência de interesses, consolidando um perfil técnico que possui forte alinhamento com as pautas do Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Alexandre Silveira.
A escolha de Alexandre Ramos é interpretada por analistas do setor como o resultado de uma articulação política estratégica, reforçada por recentes movimentos de diálogo entre o governo federal e a gestão do governo de Minas Gerais, representado pelo governador em exercício Mateus Simões.
Impactos e o futuro da Cemig
O retorno de um executivo de carreira para a alta cúpula da Cemig reforça a busca da companhia por estabilidade operacional. Com o setor de infraestrutura brasileira atravessando fases de transição energética, a liderança de Ramos será acompanhada de perto pelo mercado, especialmente no que diz respeito a investimentos em modernização e eficiência na distribuição de energia elétrica. O mercado agora projeta os próximos passos da nova gestão para fortalecer a competitividade da estatal mineira nos próximos anos.






















