A Cemig disponibiliza R$ 150 milhões para projetos de eficiência energética em Minas Gerais, permitindo, pela primeira vez, a inclusão de baterias para o armazenamento de energia solar.
A Cemig acaba de lançar uma nova chamada pública focada em reduzir o desperdício de eletricidade e fomentar práticas sustentáveis em Minas Gerais.
Com um aporte de R$ 150 milhões, o edital de 2026 convida indústrias, condomínios, produtores rurais e órgãos públicos a submeterem projetos que variam entre R$ 300 mil e R$ 9 milhões.
O grande diferencial desta edição é a flexibilidade tecnológica: o programa agora contempla sistemas de armazenamento por baterias acoplados à geração fotovoltaica.
Essa inclusão visa resolver o gargalo do descompasso entre a produção de energia solar, que ocorre predominantemente durante o dia, e o horário de consumo das unidades, permitindo um uso mais inteligente da eletricidade.
Novas tecnologias e distribuição de recursos
A iniciativa não se limita apenas ao armazenamento.
O portfólio de projetos elegíveis engloba desde a modernização de motores industriais e sistemas de refrigeração até a requalificação da iluminação pública e climatização em prédios comerciais.
A ideia é que o setor privado e o público consigam otimizar suas operações, reduzindo custos operacionais de longo prazo.
Os R$ 150 milhões foram estrategicamente divididos por categorias para democratizar o acesso ao financiamento.
A indústria lidera a fatia com R$ 40 milhões, seguida pelos condomínios (R$ 35 milhões) e setor de comércio/serviços (R$ 25 milhões).
Órgãos públicos, serviços públicos, produtores rurais e iluminação pública completam o quadro, com reservas específicas para cada segmento.
Orientação técnica para o sucesso das propostas
Para garantir a viabilidade técnica e financeira, a Cemig enfatiza que os interessados devem estar atentos às normas da Aneel.
Em projetos mais complexos, como os que envolvem baterias, a orientação é buscar consultoria especializada.
O engenheiro de eficiência energética da Cemig, Farley Alves Pereira, afirmou:
“A recomendação aos interessados sem experiência é buscar apoio de empresas especializadas em eficiência energética, conhecidas como ESCOs, para estruturar propostas e documentação”
Impacto e próximos passos
O modelo de reembolso varia conforme o proponente.
Enquanto instituições públicas e filantrópicas contam com recursos a fundo perdido, empresas e condomínios operam por meio de contratos de desempenho.
Nesse cenário, o investimento é parcialmente restituído à distribuidora ao longo de cinco anos, custeado justamente pela economia obtida na conta de luz.
As inscrições, iniciadas em 6 de outubro, encerram-se no dia 6 de novembro de 2026.
Com um histórico de 177 projetos aprovados na última década, a Cemig espera que esta etapa impulsione a adoção de sistemas de baterias, consolidando Minas Gerais como referência na transição para uma matriz energética mais moderna e eficiente.
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