A Saborosa Aventura Gastronômica por Misto Brasil
Por Misto Brasil – DF
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou que um obstáculo crucial para a liberação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB) foi superado. Contudo, ela evitou estabelecer uma nova data para que os recursos sejam injetados na instituição.
Anteriormente, o governo do DF havia indicado que essa capitalização seria realizada até 30 de junho, um prazo que não foi cumprido. Atualmente, Celina Leão afirma que a operação se encontra nos estágios finais de ajuste.
“Eu não gosto de dar data, porque toda vez que a gente dá data e não se compromete, as pessoas falam assim: ‘Mas e aí?’ Então eu não gosto de dar data. Eu falo que nós estamos dentro dos ajustes necessários”, explicou a governadora em entrevista ao Estadão.
Essa operação financeira foi estruturada após um acordo firmado entre o governo do Distrito Federal e a União no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta é utilizar um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com aval de bancos tanto públicos quanto privados, para fortalecer o BRB.
Segundo Celina, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil devem participar da garantia “com certeza”. A incerteza, conforme ela, reside em quais bancos privados aderirão à operação.
A administração distrital solicitou um financiamento com juros reais de 4,5%, mas os bancos ainda não concordaram com essas condições.
O setor financeiro também questiona as garantias oferecidas pelo DF em caso de inadimplência: transferências do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que totalizam pouco mais de R$ 1,6 bilhão anualmente.
“Deve estar para sair. É documento, vai e volta. É a parte burocrática”, afirmou Celina.
A governadora destacou que o impasse foi superado devido ao baixo histórico de endividamento do Distrito Federal.
“Não é o objetivo acionar os fundos porque a expectativa é que o próprio banco se pague, mas a chance de qualquer tipo de inadimplência é zero em um Estado como o nosso.”
Visão Geral
O governo do Distrito Federal ainda não detalhou o custo total do empréstimo para os cofres públicos. A consultoria da Câmara Legislativa estima que o Executivo terá de desembolsar entre R$ 782 milhões e R$ 1,034 bilhão por ano com juros e amortização.
Celina Leão afirma que o próprio BRB arcará com o financiamento, por meio dos lucros e dividendos destinados ao seu controlador. Contudo, esse cenário é questionado por especialistas, que apontam para a expectativa de que o banco se torne menor após sua reestruturação.
Além disso, o BRB está há um ano sem divulgar seu balanço financeiro. A instituição não apresentou os números de 2025 até 31 de março, prazo legal, ficando sujeita a multas do Banco Central. O banco informa que divulgará os resultados após o aporte do governo.
Créditos: Misto Brasil


















