A implementação de agentes inteligentes e automação na Bow-e, braço do Grupo Bolt, projeta uma redução anual de R$ 1,5 milhão em custos operacionais e maior eficiência no mercado livre de energia.
A transformação digital no setor elétrico nacional atingiu um novo patamar com a integração intensiva de tecnologias de Inteligência Artificial (IA). Diante da proximidade da abertura total do mercado livre de energia, prevista para 2028, players do setor estão migrando de fluxos de trabalho manuais para ecossistemas sustentados por dados, visando maior escalabilidade operacional.
A Bow-e, reconhecida por sua atuação em geração distribuída e comercialização de energia, lidera esse movimento ao adotar agentes autônomos digitais. A aposta estratégica não se limita apenas à economia financeira, mas foca em elevar a produtividade interna e otimizar a gestão de uma carteira que exige respostas rápidas em um cenário de demanda global crescente por eletricidade.
IA como pilar de crescimento no mercado livre
O setor elétrico brasileiro enfrenta o desafio de atender a um contingente de aproximadamente 89 milhões de potenciais novos consumidores no ambiente de livre contratação. Para a Bow-e, a solução para expandir suas operações sem inflar desproporcionalmente as equipes administrativas reside no uso inteligente da tecnologia.
“Estamos entrando em um momento em que eficiência operacional, capacidade analítica e velocidade de execução passam a ser determinantes para o crescimento no mercado livre de energia. A inteligência artificial nos permite operar com muito mais agilidade, ampliar escala e tomar decisões mais rápidas em um ambiente cada vez mais complexo”, afirma Ciro Neto, CEO da companhia.
Automação em toda a cadeia operacional
A estrutura implementada pela empresa utiliza agentes de IA integrados diretamente aos sistemas de CRM e bases de dados corporativas. Entre as inovações, destaca-se o monitoramento automatizado de cerca de 1,5 mil oportunidades de negócio diariamente por meio do FUP Agent.
Além disso, a Bow-e estendeu o uso de algoritmos para o treinamento de times comerciais e para o setor de Revenue Operations (RevOps), que agora conta com suporte de sistemas para realizar projeções de metas e identificar gargalos de conversão em tempo real.
Na gestão de ativos de geração distribuída, que hoje abrange mais de 165 usinas, a tecnologia realiza a leitura automática de documentos de concessionárias. Esse processo substitui a digitação manual de dados de empresas como Cemig e CPFL, acelerando o rateio de créditos de energia.
Futuro e novos horizontes
Com a automação de tarefas repetitivas, os gestores da empresa recuperaram cerca de três a quatro horas diárias, permitindo que a liderança foque em estratégia e desenvolvimento de novos produtos. O sucesso da implementação atual motiva a expansão da tecnologia para departamentos de Marketing, Customer Success e Compliance.
A meta de longo prazo da Bow-e é consolidar uma camada de inteligência única, unificando toda a jornada do cliente, desde a prospecção até o atendimento final, preparando-se para a crescente digitalização e concorrência que o sistema elétrico nacional exigirá nos próximos anos.























