Axia Energia inova o setor de energia limpa ao reunir pequenos consumidores e viabilizar 15 MW no programa de Resposta da Demanda.
A transição energética no Brasil ganha um impulso significativo com novas ferramentas de flexibilidade para a rede elétrica.
A Axia Energia conseguiu ultrapassar uma das principais barreiras de entrada no mercado de flexibilidade ao unir cargas de diferentes companhias do mercado livre de energia.
Essa estratégia pioneira permitiu a consolidação de três propostas que totalizam 15 MW, com valores de até R$ 991/MWh.
Dessa forma, a iniciativa abre portas para que empresas de menor porte participem ativamente da gestão do sistema, algo antes restrito a grandes conglomerados industriais devido às exigências de volume mínimo.
Inovação tecnológica a favor da flexibilidade
O modelo de agregação inédito no país funciona por meio de uma plataforma digital proprietária.
A ferramenta utiliza recursos avançados de inteligência artificial para otimizar a gestão das cargas, indicando os melhores volumes, horários e preços, além de projetar os ganhos financeiros para os participantes.
O mecanismo de Resposta da Demanda, regulamentado pela ANEEL em 2022, recompensa financeiramente as indústrias que diminuem o uso de eletricidade de forma voluntária nos momentos de pico, tipicamente entre 18h e 22h.
Com a validação do ONS, a estratégia alivia a rede e evita o uso de usinas fósseis mais onerosas e poluentes.
A Axia Energia declarou:
Ao permitir a agregação de ofertas menores, ampliamos o acesso ao programa de Resposta da Demanda, fortalecemos a segurança energética do sistema e criamos uma nova oportunidade de geração de receita para as empresas.
Perspectivas para o setor elétrico
A iniciativa da Axia Energia demonstra como a tecnologia pode democratizar o acesso aos serviços auxiliares do setor elétrico nacional.
Com um potencial estimado em 8,8 GW pela EPE, o mercado de resposta da demanda tende a se expandir com a entrada de novos agregadores.
À medida que o setor de energia busca soluções mais inteligentes para garantir a estabilidade do suprimento, modelos colaborativos como este fortalecem a transição para uma matriz cada vez mais eficiente, flexível e sustentável.














